Depois a promulgação da polêmica lei de segurança pátrio em Hong Kong, a popular plataforma TikTok decidiu nesta terça-feira (7) suspender seu aplicativo no território. Ameaçadora, a gerente do Executivo de Hong Kong alertou os ativistas pró-democracia que a novidade legislação será aplicada “com vigor”.
Pequim enfrenta uma enxurrada de críticas, mormente das nações ocidentais, por impor a lei que pune atos que considera de subversão, secessão, terrorismo e conluio com países estrangeiros em Hong Kong.
A exprobação chinesa também provoca fortes reações dos gigantes americanos da internet. Em reverência à liberdade de frase, Facebook, Google e Twitter confirmaram nessa segunda-feira (6) que não responderão mais aos pedidos de informações sobre seus usuários feitos pela China ou pelas autoridades de Hong Kong.
A rede social TikTok foi mais longe e suspendeu seu aplicativo no território. A plataforma, que é popular principalmente entre os jovens, disse que a interrupção completa, decidida por pretexto da imposição da recente lei de segurança pátrio, levará alguns dias. TikTok, que pertence ao grupo chinês ByteDance, deve informar antes seus usuários e anunciantes.
A instrumento, famosa por seus vídeos leves e humorísticos, tinha em janeiro 800 milhões de usuários, segundo dados do DataReportal. Com frequência, ela tem que se proteger de seus laços com a China, onde a sede do grupo possui um outro aplicativo, mas com outro nome. TikTok sempre negou compartilhar seus dados com as autoridades chinesas e assegurou não ter a intenção de admitir tais pedidos.
As quatro plataformas mundiais declararam que suas equipes estão examinando de perto a novidade lei controversa.
Big Brother chinês
O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, denunciou a exprobação da China contra ativistas, escolas e bibliotecas de Hong Kong e chamou a solução chinesa de “orwelliana”, em...
uma referência ao Big Brother do livro 1984, de Georges Orwell. As autoridades do território semiautônomo chinês, um importante meio financeiro mundial, ordenaram que livros atualmente disponíveis fossem retirados para revisão de convénio com a novidade lei de segurança.
O texto promulgado na semana passada criminaliza opiniões porquê pedidos de independência ou autonomia. Algumas livrarias de Hong Kong já anunciaram que estavam retirando títulos de ativistas pró-democracia.
“O Partido Comunista Chinês (PCC) continua a devastação de Hong Kong livre”, disse Pompeo. Sob “a repressiva Lei de Segurança Pátrio, as autoridades locais – em um passo orwelliano – agora estabeleceram um escritório do governo mediano pátrio, começaram a remover livros críticos ao PCC das prateleiras, proibiram slogans políticos e exigiram que as escolas aplicassem exprobação”, afirmou.
O director da diplomacia dos Estados Unidos afirmou que estão “roubando os direitos e liberdades do povo de Hong Kong”. “Até agora, Hong Kong prosperou porque a liberdade de frase e pensamento era permitida sob regras independentes da lei”, declarou.
Carrie Lam ameaçadora e tranquilizadora
A dirigente do executivo de Hong Kong, Carrie Lam, que é próxima de Pequim, defendeu nesta terça-feira a novidade lei. Durante entrevista coletiva, ela se mostrou ao mesmo tempo ameaçadora e tranquilizadora.
Carrie Lam garantiu que o texto, que segundo ela permite o restabelecimento da firmeza no território, será “aplicado com vigor”. Ela alertou os ativistas “radicais” para que não “ultrapassarem a risca vermelha pois as consequências da violação de lei são muito graves”.
A ex-colônia britânica foi devolvida à China em 1997 com a exigência que liberdades individuais e coletivas fossem garantidas à população. Ao contrário do resto do país, Hong Kong tem aproximação indeterminado à internet. A novidade legislação aprovada pelo Parlamento chinês abre caminho para mudanças radicais e uma potencial viradela autoritária.