Anos detrás organizei um curso sobre Lacan e Agamben na pós-graduação. O filósofo italiano inspira uma discussão sátira sobre as vidas que podem ser mortas impunemente, em combinação com uma antiga lei do Poderio Romano e que recebera uma espécie de reencarnação mórbida nos campos de extermínios nazistas. Discutíamos homo saccer e a teoria do reconhecimento necessária para enfrentar os sintomas derivados da nossa experiência brasileira dos condomínios com seus muros de invisibilidade e silenciamento do outro. Foi logo que uma aluna, aliás muito querida, fez uma pergunta altamente complexa envolvendo a atitude epistemológica da psicanálise diante do feminismo e ...
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