A forma peculiar de Assassin’s Creed de reescrever a história

Charles Darwin e os gêmeos assassinos de Syndicate

Os templários existiram, mas os assassinos não. Ao menos, é o que a história nos ensinou, o que querem que pensemos. Seja porquê for, essa guerra que atravessou eras é o tecido de fundo para Assassin’s Creed, a muito-sucedida série da Ubisoft que ganhou recentemente sua novidade edição, Syndicate, situada na Londres da Revolução Industrial. Mas não somente a história faz troço dessa trama toda, porquê também os personagens que a protagonizaram, e eles são um dos principais pilares para que Assassin’s Creed reescreva a história ao seu jeito e entregue aos jogadores, além de um belíssimo título, uma narrativa bastante peculiar.

Em Syndicate, aparecem várias figuras históricas. Duas delas são Charles Darwin, responsável de A Origem das Espécies e o face que definiu tudo sobre a teoria da evolução, e Karl Marx, responsável do Manifesto Comunista e um dos maiores filósofos da história. Não, eles não cortam a gasganete de ninguém no jogo, mas em qualquer momento percebem que os templários mantêm atividades pouco amistosas e ajudam – ou pedem ajuda – aos assassinos para detê-los. Zero disso aconteceu, evidente, mas é um modo interessante de incluir esses personagens na narrativa e aproximá-la do nosso universo, porquê se, de traje, eles tivessem sido determinantes na formação da sociedade que conhecemos hoje (embora, segundo a série, templários e assassinos estejam no topo da calabouço de relevância e influência no orientação da humanidade).

A lista é muito extensa, e começa lá no primeiro Assassin’s Creed, de 2007, que se passou na era das Cruzadas. No jogo, Robert de Sablé, um dos cavaleiros templários, tem um projecto para matar o rei Ricardo Coração de Leão e colocar as mãos no artefato sagrado Piece of Eden. Logo veio o segundo, ainda mais recheado de personagens, trazendo a maligna família Borgia e o gênio Leonardo da Vinci, representados porquê inimigos e coligado dos assassinos, respectivamente.

Só para referir mais alguns nomes que vieram eriormente – Lorenzo de Médici, poeta italiano; Nicolau Maquiavel, noticiarista e filósofo italiano, responsável de “O Príncipe”; Napoleão Bonaparte, general francesismo; George Washington, general americano e um dos fundadores dos Estados Unidos; William Kidd, suposto pirata escocês. São dezenas de nomes que existiram de trajo e que, direta ou indiretamente, participaram da guerra entre templários e assassinos e, de qualquer modo, moldaram o horizonte.

Leonardo da Vinci também ajudou os assassinos na série

Essa é a formosura da narrativa da Ubisoft. Fatos, locais e personagens históricos são realocados em um novo universo de forma bastante verossímil. Sabemos que zero disso aconteceu, mas o que Assassin’s Creed propõe é justamente uma reinterpretação – e é tudo tão muito construído e entrelaçado que poderia ser verdade, apesar de toda essa história de memórias acessadas digitalmente e de artefatos sagrados que têm relação com o término do mundo.

A seleção de épocas também é interessante. Cruzadas, Renascimento, Renascimento, Revolução Francesa e, agora, Revolução Industrial, são acontecimentos históricos turbulentos nos quais foi provável inserir templários e assassinos. Embora alguns deles sejam estritamente políticos, sociais e econômicos, o atrito principal da série, que é originalmente religioso, é o responsável pelo desenrolar dos fatos nesses episódios. Teoricamente, tudo está ligado aos templários, que querem estabelecer um domínio de ordem e controle, e os assassinos, defensores da liberdade, do progresso e da individualidade.

Faz sentido. E segundo essa lógica, tem muita coisa a ser reescrita no mundo assassinscreediano. Revolução Cultural na China, Revolução Islâmica, Revolução Russa, as guerras mundiais e, por que não, até eventos contemporâneos porquê a Primavera Mouro. Syndicate traz o universo da Ubisoft mais perto do que não esteve do mundo atual – com uma série de adições e inovações que revigoraram a série – e o próximo game deve ser ainda mais “recente”. O tema? Isso só saberemos futuramente.

O ponto é que Syndicate reafirma um dos grandes méritos de Assassin’s Creed – a recriação sobre o que já foi criado de forma completamente original. A série toma porquê base fatos históricos e faz surgir uma narrativa completamente novidade. Não imita, mas reinterpreta e reescreve de forma inteligente a nossa história. E por isso é uma das grandes séries modernas dos games.

Com informações de (Nascente):Modo Arcade