WhatsApp precisa de regulamentação?

Como dizia o poeta Cazuza “S tempo não para”. Era assim nos anos 90 e no que tange as inovações tecnológicas nas telecomunicações, deixou de ser trova e passou a ser um princípio. Cada vez mais, o ciclo de vida das inovações se torna mais restringido. Alguém se lembra da primeira rede social, o Orkut, dos quais lançamento, auge e declínio ocorreram em menos de uma dez? No entanto, enquanto umas vem e vão rapidamente, outras chegam e se consolidam, caso do Skype, aplicativo que faz chamadas de voz, texto (SMS), vídeo conferência e funciona tanto em dispositivos móveis porquê em qualquer computador.
 
Diga-se de passagem, esse tipo de ocupação, por prometer chamadas econômicas ou gratuitas a preços menores que das operadoras tradicionais, não somente se consolidou, porquê ganhou concorrentes, porquê o Viber e o WhattsApp, por exemplo. Chamadas de OTT’s, abreviatura de “Over The Top”, tais aplicativos fazem chamadas a aparelhos celulares utilizando os pacotes de dados das operadoras.
 
Não é de hoje que a discussão sobre a legitimidade ou não desse tipo de aplicativo, que rouba receitas das operadoras de telefonia traste, vem crescendo. E não é pra menos. Estamos falando de um mercado bilionário em todo o planeta. Segundo dados da UIT – União Internacional de telecomunicações, filial da ONU especializada no peça, 3,2 bilhões de pessoas usarão internet (fixa e traste) em todo o mundo até o final de 2015, quase metade da população da Terra.
 
Ainda segundo as estimativas e estatísticas da UIT, a cobertura 3G da internet traste no mundo cresceu de 45% em 2011, para 69% em 2015. Outro oferecido assinalado no relatório é o aumento de 47% na preferência de aproximação dos usuários de internet traste, que cresceu sete vezes em relação ao número de acessos móveis desde 2007. Outra estatística é que somente 1/3 da população do planeta possui ingressão a internet traste, ou seja, o mercado ainda tem muito o que crescer.
 
Tais dados delineiam um cenário horizonte com um número cada vez maior de pessoas conectadas em filarmónica larga através de dispositivos móveis. Em face disso, não é à toa que grandes líderes do setor de telefonia traste tem se manifestado contra os aplicativos OTT’s, caso do presidente da Vivo, Amos Genish, que recentemente chamou o WhattsApp de operadora pirata. No entanto, para a TIM e a Claro, aparentemente as OTT’s não incomodam, posto que recentemente anunciaram promoções nas quais se contratando um pacote de dados mínimo o aproximação a WhattsApp e redes sociais é livre.
S peça é múltiplo e não é somente as operadoras que divergem, autoridades do governo federalista também. Semana passada, o ministro Ricardo Berzoini, declarou que Netflix e WhattsApp devem ser regulamentados, enquanto o presidente da Anatel, João Rezende, afirma que o serviço (Whattsapp) já é regular.
 
E o consumidor, porquê fica nessa história?
Penso que sua preferência pelos aplicativos que tem abrangência global e permitem significativa economia aos usuários de planos pré e pós pagos de telefonia traste, deve ser levada em conta. Quanto às operadoras, entendo que tem se protegido majorando os preços dos planos de dados, inclusive bloqueando o projecto do cliente e, por via oblíqua, forçando-o a transmigrar para um projecto mais custoso.
Afora isso, o roupa de algumas oferecerem gratuitamente o ingressão às principais redes sociais e aplicativos, podem sim acirrar a competição entre as operadoras de telefonia traste, o que deve ser uma das principais metas da Anatel enquanto reguladora.

Fonte:Plural