Imagem: Ömer Yıldız/Unsplash
Vários jornalistas palestinos afirmam que tiveram suas contas no WhatsApp bloqueadas sem aviso prévio, poucas horas depois o último parar-queima na Fita de Gaza, depois de 11 dias dos recentes confrontos entre Israel e o movimento islâmico Hamas. O app tem sido uma instrumento crucial de informação entre os profissionais de prelo com fontes, editores e cidadãos da região.
Pelo menos 17 jornalistas contaram à escritório de notícias Associated Press que suas contas no mensageiro foram bloqueadas desde às 2h00 (horário lugar) da última sexta-feira (21), mas o número pode chegar a 100, segundo o Sindicato de Jornalistas Palestinos. Por volta do meio-dia desta segunda-feira (24), quatro jornalistas disseram que suas contas foram restauradas, mas o restante ainda segue com restrições no aplicativo.
A AP diz que 12 dos 17 jornalistas contatados afirmaram ter feito secção de um grupo no WhatsApp que divulga informações relacionadas às operações militares do Hamas. Nascente, por sua vez, é visto por Israel e pelos Estados Unidos (onde fica a sede do Facebook, que controla o WhatsApp) porquê uma organização terrorista.
Al-Dahdouh, correspondente da Al Jazeera em Gaza, disse que os profissionais entram nesses grupos para obter as informações necessárias para o trabalho jornalístico. O próprio Al-Dahdouh se surpreendeu ao receber uma mensagem na sexta passada informando sobre o bloqueio de sua conta, que já foi restaurada nesta segunda. Todo o histórico anterior de mensagens, incluindo arquivos de mídia e contatos, foi extinto.
Hassan Slaieh, jornalista freelance em Gaza, também teve a conta bloqueada no WhatsApp. O repórter acredita que isso aconteceu por ele participar de um grupo chamado “Hamas Media”, que servia porquê uma meão de informações sobre os conflitos na Filete de Gaza. Outros dois jornalistas, estes da dependência francesa AFP, também foram afetados pelo bloqueio.
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que diz o WhatsApp

Um porta-voz do WhatsApp disse que a empresa bloqueia determinadas contas com base em suas políticas de uso e que podem violar tais regras. O objetivo, segundo o mensageiro, é “evitar danos, muito porquê empregar a legislação necessária”. A instrumento também se comprometeu a restaurar as contas de jornalistas, “caso qualquer tenha sido afetado”.
A Al Jazeera declarou que, ao buscar informações sobre os quatro jornalistas da emissora que tiveram suas contas no WhatsApp bloqueada, recebeu um enviado do Facebook que a empresa bloqueou somente números listados de fora de Gaza. Mesmo que os tais números fossem usados pelos repórteres para se infiltrar nos grupos do aplicativo.
Aliás, a Al Jazeera confirmou que os jornalistas continuarão usando o WhatsApp para fins de coleta de notícia e informação pessoal, uma vez, “em nenhum momento, jornalistas da Al Jazeera usaram suas contas para qualquer meio que não seja para uso pessoal ou profissional”.
Vale lembrar que o prédio de 12 andares em Gaza onde ficava a sede da emissora e da escritório AP, muito com de outros veículos de informação, foi bombardeado por Israel no último dia 15 de maio. Na idade, o tropa israelense telefonou para os residentes evacuarem o lugar murado de uma hora antes do prédio ser atingido por um míssil.
Facebook já tinha bloqueado contas de palestinos
O Meio Arábico de Desenvolvimento de Redes Sociais disse que o bloqueio de contas do WhatsApp não é um incidente só. Em um novo relatório publicado nascente mês, o grupo fundamentado em Haifa disse que o Facebook aceitou 81% dos pedidos feitos pela Unidade Cibernética de Israel para remover teor palestino em 2020. Também foram documentados pelo menos 500 casos de violação de direitos digitais de cidadãos palestinos, entre os dias 6 e 19 de maio deste ano.
O New York Times também informou que muro de 100 grupos de WhatsApp foram usados por extremistas judeus em Israel, com o propósito de cometer violência contra cidadãos palestinos morando em Israel.
[AP]