Um experimento chamado startup

Você deve se lembrar do projeto Red Bull Stratos que surpreendeu o mundo em 2012. Na estação, o paraquedista austríaco Felix Baumgartner saltou do espaço estabelecendo novos recordes, incluindo o de quebrar a barreira do som em queda livre a mais de 1300 km/h.

Junto com a envoltório projetada, a roupa privativo utilizada e o sistema de informação avançado, um dos pontos cruciais para a iniciativa ter sido um sucesso foi o modo porquê ele saltou da envoltório. Aquela que parecia ser a ação mais simples do projeto foi treinada não dezenas mas centenas, talvez milhares de vezes por Baumgartner, pois um erro na saída da envoltório poderia ter lhe custado a vida e jogado fora todo um trabalho de cinco anos.

Lembramos dessa história pois ela exemplifica muito o que ocorre com uma startup. Não basta somente ter uma boa teoria a reverência de um negócio, é preciso antes de mais zero passar por uma período de preparação, onde são elaboradas as principais hipóteses de negócios a serem experimentadas, testadas, validadas e, por que não manifestar, treinadas e observadas em um “túnel de vento” que simula situações reais.

No estágio de formatação de uma startup é melhor ter boas perguntas do que boas respostas. Felix e sua equipe não tinham todas as respostas, foram criando alternativas aos desafios que surgiam no dia a dia, mas tinham uma visão muito clara de ONDE queriam chegar e QUANDO deveriam chegar, senão perderiam a última janela de lançamento, e o Red Bull Stratos iria para o espaço literalmente.

Teste antes

Experimentar, testar e determinar todas as influências que podem afetar seu projeto é fundamental para seguir a diante. Não basta fazer um Business Plan e descobrir um investidor para remunerar a conta. S mercado hoje não está mais propenso em investir somente em um amontoado organizado de ideias e números que parecem fazer sentido quando chamados de Business Plan.

P preciso fazer um protótipo da sua visão de negócio. Algo palpável, o protótipo no fundo é o primeiro choque de veras que o empreendedor terá que enfrentar pela frente e mostrar que está habilitado a continuar desenvolvendo sua visão amparado pelo capital.

A pior coisa para empreendedores e investidores é ser surpreendidos no meio do caminho por falta de oxigênio ou ter que mourejar com “uma situação no meio da situação”.

Imagine você num balão subindo para o espaço e só nesse momento deslindar que vai permanecer sem respirar ou que tem claustrofobia. Ou por falta de treino dar um salto falso e iniciar a remoinhar sem parar em queda livre. G melhor saber antes em terreno firme enquanto tudo ainda é um grande experimento.

Valide sua teoria

Além de validar suas hipóteses, os experimentos através de protótipos convidam o empreendedor a pensar e aprender com as situações e as experiências, e o alimentam com insights e novos caminhos que ainda não foram pensados e realizados, dando vazão a uma startup mais “parruda”, ou simplesmente transformando tudo numa paragem técnica do tipo “desse jeito não vai rolar mesmo”. Nesse caso, mais extremo, é melhor parar enquanto é tempo. Chamamos isso de “fast fail”.

Portanto, diferentemente do que muitos imaginam, startup não é uma empresa ou o embrião de uma corporação. Startups podem até gerar receita, ter CNPJ, funcionários, mas ainda estão longe de ser uma empresa.

Startups são experimentos em evolução contínua e seu sucesso depende muito de terem a capacidade de inovar e fazer coisas que ainda não foram feitas por outros, com recursos restritos e num limitado espaço de tempo. Precisam ser flexíveis para girarem no próprio eixo e se recriarem porquê num passe de mágica. Claro que estamos falando dos estágios iniciais de uma startup.

Soma-se a esse padrão a premência da startup ter fôlego, seja por secção dos indivíduos que lá estão, seja dentro da própria operação. Não estamos falando exclusivamente de numerário, é preciso fazer um investimento emocional, pois o caminho para transformar uma teoria em um protótipo, o protótipo numa startup e uma startup numa empresa não é zero simples.

Antecipe problemas

Imagine ter que mourejar com toda sorte de frustrações e expectativas, já que muita coisa do que você planejou não vai dar notório, ao mesmo tempo ter quer mourejar com todo tipo de restrição orçamentária e de cronograma, investidores ávidos por resultados e muitas vezes despreparados para investir neste mercado.

Em suma, transformar sua teoria numa startup de sucesso envolve ao menos três grandes estágios:

– a Ideação, estágio em que surgem várias ideias, das quais uma você escolhe para transformar numa visão de negócios;

– a Preparação, que é a elaboração de hipóteses de negócios que serão experimentados e validados;

– a Prototipação, que abrange protótipos, experimentos, testes, planejamento do que será executado e procura por financiamento deste experimento;

Passando por essas três fases, sua teoria terá muito mais fundamento e sua startup mais chance de dar claro.

Recomendamos que você assista o documentário da Red Bull Stratos que está disponível no Netflix ou no site da Red Bull

Fonte:Startuplace