Há muitas marcas que estão se dando muito com o novo “estilo de vida” da quarentena. A Netflix é uma delas. Serviços de entrega de refeições também. Mas existe uma, nos Estados Unidos, da qual muita gente ainda não ouviu falar: a Globe. Seu público-branco são todas aquelas pessoas que estão cansadas das pessoas com as quais vivem. Criada em junho do ano pretérito por Emmanuel Banfo, de 30 anos, e Eric Xu, de 36 anos, o Globe é uma versão “diária, paga por hora” do Airbnb.
O Globe é para quem não consegue mais, no meio deste período de isolamento social, passar um segundo sequer ouvindo as “piadas corporativas” do marido numa reunião do Zoom. Ou não aguenta mais o colega de apartamento fazendo estrondo ao consumir cereal.
Todos precisam de pausas – e porquê não dá para ir para o trabalho, um espaço de coworking ou a um moca, é provável alugar uma sala no Globe. Ou um apartamento inteiro, de uma vez, por algumas horas. Não é provável passar a noite em nenhum desses locais e, por conta do coronavírus, o usuário tem de mandar uma foto para mostrar que não está com febre. “Em um período em que as pessoas estão à orla de um ataque, uma vez que ninguém imaginou que ficaríamos tanto tempo juntos, nós damos um consolação às pessoas”, diz Bamfo.

Globe, startup que permite alugar quarto por hora, faz sucesso na quarentena
Foi o caso de Brittney Gwynn, de 32 anos, que está em quarentena com seu namorado no Brooklyn. “Nosso paixão é sem limites, mas estamos passando tempo demais juntos e estávamos sempre numa rima de nervos”, disse ela. Gerente de projetos de uma empresa de arte online, ela descobriu o Globe no ano pretérito, quando buscava um lugar para uma sarau luxuosa com colegas de trabalho.
Durante a quarentena, ela prestou bastante atenção até ver se qualquer apartamento próximo se tornava disponível – e não hesitou em alugar um espaço por US$ 100 por somente duas horas. “Trouxe meus lenços antibactericidas. Limpei a mesa e a maçaneta, o interruptor de luz e qualquer espaço do apartamento em que estive”, disse ela. Enquanto esteve no apartamento, fez uma conferência do trabalho por 45 minutos. Depois relaxou por mais uma hora.
Antes do Globe, Emmanuel Bamfo já havia tentando um negócio na espaço de aluguel de “curtissimo prazo”. Ele e dois amigos da Universidade de Washington tinham criado o Recharge, uma startup que ligava profissionais que faziam bicos com quartos de hotéis vazios. A teoria era que essas pessoas – motoristas de aplicativo, entregadores – pudessem tirar um cochilo ou tomar um banho nos quartos, quando estivessem longe de morada. A teoria era boa, mas os funcionários de hotéis protestaram por ter...
de limpar os quartos muitas vezes.
Bamfo, logo, decidiu expandir o concepção para qualquer pessoa que precisasse de um lugar para relaxar. Na outra ponta, qualquer pessoa que quisesse lucrar uma grana com suas casas. E se juntou com outro colega dos tempos de faculdade, Eric Xu, que trabalhava porquê engenheiro no Reddit. Em seus primeiros meses, o Globe ia muito: havia oferta e demanda, mas faltava desenredar porquê o negócio poderia escalar. E aí veio o coronavírus.
Hoje, o Globe tem 5,5 milénio anfitriões e 10 milénio usuários que têm aproximação às ofertas. Enquanto isso, mais de 100 milénio pessoas esperam por uma chance de se tornar usuário da plataforma, disse Bamfo. Destes, 20 milénio fizeram o pedido desde o início de março. Segundo a empresa, seu maior problema agora é que há poucas empresas colocando suas casas e apartamentos à disposição para estranhos, no meio de uma pandemia.
Funcionário de uma startup em San Francisco, Abe Disu, de 24 anos, é um dos anfitriões do Globe. Ele já alugou sua moradia muro de 70 vezes entre agosto de 2019 e abril deste ano, ganhando muro de US$ 50 por hora, já descontados os custos de limpeza. Em março, ele recebeu um kit com máscaras, luvas, álcool em gel e termômetros para os usuários do serviço mostrarem que não estavam com o coronavírus. Ele chegou a alugar o espaço duas vezes. Mas, conforme também teve de trabalhar em sua morada, ele parou de oferecê-la. “O tempo que não estou em morada ficou muito restringido”, disse.
Agora, o Globe espera atrair mais gente porquê Matt Earnest, de 37 anos, que gerenciava propriedades na região de São Francisco. Ele costumava oferecê-las em sites porquê o Airbnb, mas passou a negar turistas por pânico de contágio. No entanto, ele acredita que pessoas locais, usando os lugares por duas ou três horas, oferecem menos risco. “Quero ser responsável e esse tem sido um jeito útil de complementar a renda perdida”, disse.
Em abril, ele teve seis agendamentos, faturando entre US$ 100 e US$ 150. Entre os usuários, havia uma mulher de quem namorado tinha sido deposto – ela não se sentia confortável fazendo chamadas de negócio na frente dele. E um varão que queria um lugar melhor que a sua moradia para fazer uma reunião profissional via Zoom. “Cá em São Francisco, muita gente tem quatro ou cinco colegas de apartamento. E é fácil um lugar desses virar um chiqueiro quanto todos estão trabalhando de lar”, disse Earnest.
Oliver Page, de 27 anos, usou o Globe pela primeira vez em abril, depois de esperar por um lugar por dois meses. Empreendedor de Miami, Page disse que precisava de uma pausa de seu primo. “Somos sócios, dividimos um apartamento… é quase porquê se fôssemos um par do coronavírus agora”, disse. Quando um apartamento em seu condomínio apareceu no app, ele gastou US$ 75 para permanecer uma hora e meio sozinho. “Fiz algumas chamadas e adorei ter um tempo só pra mim. Estar dentro de mansão com alguém é um pouco macio, né?” / TRADUÇÃO DE BRUNO CAPELAS