Seu corpo não foi feito para trabalhar no escritório

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Seu corpo não foi feito para trabalhar no escritório 1


Pesquisadores das universidades de Zurique, na Suíça, e Loughborough, na Inglaterra, publicaram uma estudo científica que revela porquê a fisiologia humana não está biologicamente adaptada para o envolvente industrial moderno. O estudo indica que nossa biologia, desenvolvida para ambientes naturais, enfrenta dificuldades para se ajustar às condições da vida contemporânea.

A pesquisa demonstra que o mundo moderno evoluiu mais rapidamente do que nossa biologia pode escoltar. Os especialistas argumentam que o estresse crônico e diversos problemas de saúde atuais são resultado de uma incompatibilidade fundamental entre nossa fisiologia e os ambientes altamente industrializados onde a maioria das pessoas vive atualmente. Conforme reportado pelo ScienceDaily, essa desconexão entre nossa evolução biológica e o envolvente moderno está na raiz de muitos desafios de saúde contemporâneos.

De tratado com a estudo, os seres humanos evoluíram durante centenas de milhares de anos para atender às demandas físicas e psicológicas da vida de caçadores-coletores. Esse estilo de vida exigia movimento frequente, períodos curtos de estresse intenso e exposição diária a ambientes naturais. Em contrapartida, a industrialização alterou essas condições em somente alguns séculos.

“Em nossos ambientes ancestrais, estávamos muito adaptados para mourejar com estresse agudo para fugir ou confrontar predadores”, explica Colin Shaw, que lidera o grupo de pesquisa. “O leão aparecia ocasionalmente, e você precisava estar pronto para se proteger ou passar. O ponto-chave é que o leão ia embora novamente.”

Estressores modernos ativam mesmas respostas biológicas

Os estressores da vida moderna porquê tráfico, pressão no trabalho, mídias sociais e rumor persistente ativam as mesmas vias biológicas que antes ajudavam os humanos a sobreviver a predadores. No entanto, diferentemente da rápida solução que nossos ancestrais experimentavam, esses estressores raramente diminuem.

“Nosso corpo reage porquê se todos esses estressores fossem leões”, explica Longman. “Seja uma discussão difícil com seu director ou estrondo de trânsito, seu sistema de resposta ao estresse ainda é o mesmo porquê se você estivesse enfrentando leão depois leão. Porquê resultado, você tem uma resposta muito poderosa do seu sistema nervoso, mas sem recuperação.”

A industrialização introduziu fatores porquê poluição sonora,...

atmosférica e luminosa, microplásticos, pesticidas, estímulos sensoriais contínuos, iluminação sintético, mantimentos processados e longos períodos de sedentarismo, principalmente para quem trabalha o dia todo no escritório.

Essas mudanças têm impactado negativamente tanto a saúde quanto a capacidade reprodutiva humana, segundo a estudo.

Impactos na fertilidade e saúde

Os pesquisadores destacam a queda nas taxas de fertilidade em grande secção do mundo e o aumento de condições inflamatórias e autoimunes porquê evidências de que os ambientes modernos estão pressionando a biologia humana. Um exemplo significativo é o declínio estável na descrição e motilidade dos espermatozoides observado desde a dez de 1950.

“Acredita-se que isso esteja relacionado a pesticidas e herbicidas nos mantimentos, mas também a microplásticos”, afirma Shaw.

As condições tecnológicas e ambientais continuam mudando muito mais rapidamente do que a evolução biológica pode responder. “A adaptação biológica é muito lenta. Adaptações genéticas de longo prazo são multigeracionais, de dezenas a centenas de milhares de anos”, explica Shaw.

O estudo impacta potencialmente toda a população humana, mormente aqueles que vivem em ambientes altamente industrializados. O fenômeno ocorre globalmente, mas com maior intensidade em áreas urbanas, onde a exposição a poluentes e o distanciamento de ambientes naturais são mais pronunciados.

Soluções propostas

A partir desses achados, os pesquisadores defendem que as sociedades precisam tomar medidas ativas para reduzir essas pressões. Isso inclui fortalecer conexões com a natureza e gerar ambientes mais saudáveis e sustentáveis, repensando o design de cidades e de ambientes de trabalho, muito porquê protegendo paisagens que se assemelhem àquelas em que os humanos originalmente evoluíram.

“Nossa pesquisa pode identificar quais estímulos mais afetam a pressão arterial, frequência cardíaca ou função imunológica, por exemplo, e transmitir esse conhecimento aos tomadores de decisão”, acrescenta Shaw. “Precisamos ajustar nossas cidades. E ao mesmo tempo regenerar, valorizar e passar mais tempo em espaços naturais.”

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