Quando pessoas normais poderão visitar a Lua?


Quando falamos sobre pontos turísticos, a Lua não tem muito a oferecer: sem praias, museus e oxigênio. Por outro lado, ela tem a virtude de ser “A Lua”. Isso é mais que motivo para justificar um passeio por lá, mas basta olhar no seu aplicativo de viagens predilecto e notar que isso pode ser muito complicado.

Supostamente, a NASA decidiu diminuir o fluxo de envio de pessoas para lá há alguns anos, voltando somente em tempos recentes a fazê-lo. E mesmo que viagens à Lua fossem possíveis, só seriam bancadas por bilionários. Logo, temos a inevitável questão: quando nós, pessoas normais, poderemos visitar a Lua? Perguntamos a especialistas e te contamos a seguir.

Wendy N. Whitman Cobb

Professora Associada, Estudos de Estratégia e Segurança, Escola de Estudos Avançados do Ar e do Espaço da Força Aérea dos EUA

A primeira coisa a entender sobre as previsões para eventos futuros no espaço é que elas nunca estão certas e geralmente são otimistas demais. Perguntas porquê essa estavam sendo feitas na dez de 1950, com alguns alegando que as visitas lunares regulares estavam ‘logo ali na esquina’ e certamente estariam acontecendo no final do século (20). Infelizmente, e para fazer referência a dizeres famosos, o espaço é difícil. E custoso.

Em primeiro lugar, temos boas notícias: viagens à Lua podem ser feitas. A tecnologia, a capacidade de ir à Lua, foi comprovada pelo programa Apollo. Não requer nenhuma inovação radical. Só exige quantia e compromisso. Embora grandes Estados desenvolvidos tenham moeda, eles não têm compromisso desde a dez de 1960. Por outro lado, a indústria privada geralmente carece de moeda. No entanto, os desenvolvimentos atuais na indústria espacial mercantil estão começando a mudar essa lógica.

Um dos fatores de dispêndio mais significativos é o lançamento. Custa muito numerário lançar qualquer espaçonave que você quer levar para a Lua. Felizmente, o dispêndio de lançamento está diminuindo devido ao desenvolvimento de veículos lançadores reutilizáveis. Porquê é frequentemente indicado, voar em um avião também seria custoso se você tivesse que jogar fora o avião toda vez que usasse. Compreendendo isso, empresas porquê a SpaceX têm trabalhado rumo à geração de veículos de lançamento reutilizáveis ​​que podem ser recarregados em um limitado período de tempo. O ônibus espacial era exclusivamente parcialmente reutilizável e exigia uma quantidade significativa de tempo entre os voos para permanecer pronto para o próximo. O Falcon 9 da SpaceX, por outro lado, está mostrando que um iniciador pode ser quase totalmente reutilizável, reformado muito rapidamente, às vezes em exclusivamente 40 dias. Isso reduz drasticamente os custos de ingressão em trajectória, colocando coisas porquê viagens à Lua mais firmemente em um contexto mais provável para empresas privadas.

Logo, vamos para as más notícias: mesmo com os custos de lançamento caindo, [uma viagem à Lua] ainda é muito custoso e muito perigoso. No limitado prazo, as únicas pessoas que irão à Lua serão astronautas apoiados pelo Estado ou turistas ricos que têm os ‘milhões de dólares’ para bancar isso. Teoricamente, esses tipos de viagens não só demonstrariam a segurança e confiabilidade do transporte para a superfície lunar, mas também dariam às empresas e países uma razão para desenvolver mais bases lunares de forma plena. Provavelmente só depois que essas bases fossem desenvolvidas e as viagens regulares entre a Terreno e a Lua estivessem ocorrendo é que as pessoas comuns seriam capazes de financiar um passeio sem precisar fazer uma segunda hipoteca.

Logo, quando será isso? Se continuarmos no nosso ritmo atual de progresso, pode ser o final do século 21, no mínimo. No entanto, leste é um grande ‘se’. Embora haja pressão para que os países empreendam programas lunares, não há garantia de que eles serão mantidos. Isso é exatamente o que aconteceu em seguida o programa Apollo. Logo que os EUA chegaram lá, o base, que já vinha caindo, caiu ainda mais vertiginosamente. Isso pode sobrevir de novo. Ou os países e empresas podem deixar de encontrar uma razão para permanecer na Lua, mormente se eles pudessem trocar isso para uma ida à Marte. Por outro lado, se recursos valiosos são encontrados na Lua (por exemplo, He3 [hélio-3]) ou outras justificativas convincentes são encontradas para sustentar a exploração lunar, essa risca do tempo pode se modificar. Muito desse progresso depende da opinião pública e/ou da demanda mercantil, ambas sendo forças historicamente exigentes.

Epílogo: embora eu aproveite a primeira oportunidade para fazer isso, acho que nunca irei para a Lua. Pode ser provável para minhas sobrinhas e sobrinhos, mas provavelmente será na geração seguinte … se tudo decorrer muito.

[Todas as opiniões expressadas pela autora são dela própria e não representam o Departamento de Defesa, nem seus afiliados.]

“Mesmo com os custos de lançamento caindo, ainda é muito custoso e muito perigoso. No limitado prazo, as únicas pessoas que irão à Lua serão astronautas apoiados pelo Estado ou turistas ricos que têm os ‘milhões de dólares’ para bancar isso”

 

Scott Magelssen

Professor de Drama e Estudos da Performance na Universidade de Washington e responsável de Performing Flight: From the Barnstormers to Space Tourism

Eu não coloco a mão no queimação. É verdade, temos a ciência e a tecnologia básicas para levar e trazer pessoas comuns à Lua desde o final dos anos 1960. As missões lunares do programa Apollo foram uma tremenda conquista científica e tecnológica, mas o exaltação público e a vontade do tributário não foram suficientes para sustentar esse programa. Ele foi emérito antes mesmo de concluir tudo o que havia sido planejado para suas primeiras fases muito antes dos nos sonhos futuristas de bases lunares e tráfico regular de ida e volta.

Agora que grande secção da indústria espacial foi em grande secção assumida por empresas privadas, e porquê vimos um punhado de indivíduos ricos pagarem suas próprias viagens para visitar a Estação Espacial Internacional, a promessa de turismo espacial para pessoas normais parece mais uma vez dentro de nosso alcance. Os objetivos ambiciosos da Virgin Galactic de trazer clientes pagantes para uma trajectória próxima à Terreno, ou da SpaceX enviar cidadãos particulares para uma viagem aérea lunar, no entanto, foram adiados por anos, e a adesão do público foi amortecida por contratempos e tragédias porquê a da Virgin SpaceShipTwo da Galactic em 2014.

E, de muitas formas, parecemos mais distantes desta visão de turismo lunar que tínhamos há mais de uma dez. Porquê o voo espacial privado está agora ostensivamente nas mãos de um número muito pequeno de celebridades bilionárias porquê Elon Musk, Jeff Bezos e Richard Branson, o empreendimento depende somente do sucesso contínuo. Faríamos muito em estar atentos, logo, à vulnerabilidade deles, e não somente financeiramente: vimos que o fado de uma figura pública carismática pode se transformar com a exposição de um escândalo ou mesmo um tuíte mal interpretado. E a indústria espacial está sob escrutínio por impactos ambientais potencialmente desastrosos na Terreno, porquê a quantidade de emissões de carbono preto que seriam despejadas na atmosfera pelo tipo de atividade de lançamentos necessários para viagens espaciais regulares.

Mas o mais preocupante são as descobertas recentes de que a exposição prolongada à radiação e longos períodos de seriedade reduzida, que são elementos persistentes dos voos espaciais, causam muito mais danos ao corpo humano do que pensávamos. Porquê mostram os estudos do astronauta Scott Kelly depois um ano no espaço, nossos corpos começam a se desintegrar logo que deixamos a proteção da atmosfera do nosso planeta e de sua atração gravitacional. Comprometimento cognitivo, deterioração muscular e óssea e atrofia do coração são somente alguns dos impactos mentais e fisiológicos negativos causados ​​pelo tempo pretérito no espaço. Eu imagino que, para muitos, esses perigos valem a pena o risco, mas e quanto às tripulações de voo e outras equipes espaciais que sofreram uma exposição mais prolongada? E quem sabe que tipo de obstáculos isso representará para o Departamento de Transporte e para a Gestão Federalista de Aviação ou qualquer outra organização que venha a ratificar e regulamentar as viagens espaciais no horizonte. A teoria de pessoas comuns caminhando na superfície da Lua um dia continua a ser esplêndido, mas espero que nascente último ponto seja um dos maiores obstáculos que teremos que superar para que isso aconteça, e eu não acho que vamos deslindar isso tão cedo.

“De muitas formas, parecemos mais distantes desta visão de turismo lunar que tínhamos há mais de uma dez. Porquê o voo espacial privado está agora ostensivamente nas mãos de um número muito pequeno de celebridades bilionárias porquê Elon Musk, Jeff Bezos e Richard Branson, o empreendimento depende somente do sucesso contínuo.”

 

Jim Bell

Professor de Exploração da Terreno e do Espaço da Universidade do Arizona e responsável do The Ultimate Interplanetary Travel Guide, fortemente envolvido nas missões de exploração de sistema solar da NASA

Em meu livro ‘The Ultimate Interplanetary Travel Guide’, imagino um horizonte em torno de 200 anos, quando viagens interplanetárias e turismo para pessoas comuns sejam tão comuns em nosso sistema solar quanto o turismo dentro do nosso próprio planeta. Até logo, afirmo, os avanços em propulsão e outras tecnologias terão reduzido drasticamente o tempo de viagem de hoje e a construção de infraestrutura e serviços em destinos fora do planeta apoiarão o turismo espacial porquê um padrão de negócios viável.

OK, mas e aqueles que não estarão vivos daqui 200 anos? Se os planos atuais da NASA e de outras agências espaciais derem patente, os astronautas treinados retornarão para explorar a Lua para visitas curtas em qualquer momento da próxima dez. É razoável supor que se as tendências atuais nos avanços nos sistemas espaciais comerciais e governamentais continuarem, as tecnologias para lançadores, orbitadores, landers e rovers modernos interplanetários com capacidade humana estarão ativos na Lua nas décadas de 2020 e 2030, muito porquê em Marte nas décadas de 2030 e 2040. Embora nenhuma base lunar específica ou planos de assentamento estejam sendo desenvolvidos (além de estudos de cume nível), o entrada de grave dispêndio e maior confiabilidade espacial poderia muito muito fomentar uma explosão significativa na economia do espaço profundo – incluindo as primeiras oportunidades de turismo peculiar para pessoas comuns – na segunda metade do século 21.

Logo, alimente-se muito, faça exercícios e almeje a longevidade. Talvez nos ‘anos dourados’ aquele término de semana na Lua seja realmente provável.

“Embora nenhuma base lunar específica ou planos de assentamento estejam sendo desenvolvidos (além de estudos de cume nível), o aproximação de grave dispêndio e maior confiabilidade espacial poderia muito muito cevar uma explosão significativa na economia do espaço profundo – incluindo as primeiras oportunidades de turismo privativo para pessoas comuns – na segunda metade do século 21.”

 

Alex Roland

Professor emérito da Universidade de Duke, estuda história militar e história da tecnologia

Podemos expor com certeza de que não será nos próximos 50 anos. Além deste horizonte, há muitas incógnitas. Dentro dele, nenhuma tecnologia previsível será capaz de superar os obstáculos da física, política, economia e fisiologia humana que agora impedem o voo espacial humano rotineiro. Duas realidades distintas sugerem os desafios que os entusiastas do turismo lunar enfrentam.

Em primeiro lugar, a tecnologia do voo espacial atualmente favorece as máquinas, não as pessoas. Qualquer coisa útil que queiramos fazer no espaço (incluindo a exploração) custa dez vezes mais se enviarmos pessoas para fazer isso. Isso foi verdade durante a corrida espacial para a Lua na dez de 1960 e é ainda mais real nos dias atuais. Graças à microeletrônica e às revoluções de IA dos últimos 50 anos, espaçonaves automatizadas e controladas remotamente podem fazer qualquer coisa no espaço que os humanos podem fazer. Elas podem fazer melhor, com menos risco e dispêndio mais ordinário. Colocar pessoas a bordo de uma espaçonave imediatamente converte qualquer missão em uma questão suporte e salvamento de vida para trazer as pessoas de volta. A bordo da envelhecida estação espacial, os astronautas atuam principalmente porquê sujeitos humanos de estudo científico, medindo o impacto nocivo da seriedade zero, do isolamento e da radiação.

O segundo travanca para possuir uma colônia na Lua é o investimento. Que coletivo humano (pátria, corporação ou comunidade) pagará dezenas ou centenas de bilhões de dólares para manter pessoas na Lua? E que retorno deste investimento eles podem esperar? Zero na Lua compensaria o dispêndio de enviar pessoas para buscá-las. Usar a Lua porquê ponto de paragem para Marte aumenta a aposta sem responder à questão do retorno sobre o investimento. Colonizar corpos extraterrestres com a tecnologia atual imita o colonialismo na Terreno, sem a tentação de enriquecer. Exclusivamente meia dúzia de humanos vivem nas regiões polares da Terreno. Nenhum vive no fundo de nossos oceanos. Ambos os reinos são muito mais fáceis e baratos de perceber, mais simples e seguros de habitar e mais úteis para explorar. Multimilionários ou bilionários podem remunerar pelo prestígio de serem os primeiros turistas na Lua, mas nenhuma “pessoa normal” em qualquer horizonte previsível terá a riqueza disponível para remunerar uma fração dessa tarifa.

Em vez de perguntar quando as pessoas normais poderão ir à Lua, pode ser mais revelador perguntar se alguém irá à Lua nos próximos cinquenta anos. Quem? Por quê?

“Somente meia dúzia de humanos vivem nas regiões polares da Terreno. Nenhum vive no fundo de nossos oceanos. Ambos os reinos são muito mais fáceis e baratos de entender, mais simples e seguros de habitar e mais úteis para explorar.”

 

Scott Hubbard

Professor Contíguo de Aviação e Astronáutica da Universidade de Stanford, que atuou porquê o primeiro diretor do programa de Marte da NASA

O cronograma proferido é o desembarque ‘a primeira mulher e o próximo varão’ em 2024. Com base em minha própria experiência e uma auditoria recente do GAO (Escritório de Contabilidade do Governo), as chances de isso sobrevir dentro do cronograma são baixas. Depois que a NASA e os parceiros da Artemis pousarem, provavelmente levará alguns anos até que um cliente pagante possa fazer o mesmo. Poderei declarar que o ritmo dos voos humanos puramente comerciais parece estar se acelerando. A SpaceX e a Axiom estão planejando um deles em breve.

“O cronograma proferido é o desembarque ‘a primeira mulher e o próximo varão’ em 2024. Com base em minha própria experiência e uma auditoria recente do GAO (Escritório de Contabilidade do Governo), as chances de isso sobrevir dentro do cronograma são baixas.”

 

Mark J. Sundahl

Professor de Recta e Diretor do Global Space Center da Universidade Estadual de Cleveland

A evolução histórica do astronauta sugere que isso acontecerá cedo ou tarde. Espero que os primeiros turistas ponham os pés na Lua nos próximos dez anos, dados os planos ambiciosos da NASA no contexto do programa Artemis, juntamente com a feroz pujança empreendedora que está impulsionando a revolução das viagens espaciais.

No início da Era Espacial, somente os pilotos de teste militares com as ‘coisas certas’ podiam ser astronautas. Cientistas e outros ‘especialistas em fardo útil’ foram eventualmente acrescentados ao corpo de astronautas à medida que as funções da tripulação iam além da mera pilotagem. Em 1986, a professora Christa McAuliffe foi adicionada à tripulação do ônibus espacial para levar o sonho da viagem espacial ao cidadão generalidade. Em 2001, a URSS começou a transportar turistas para a ISS, quando Dennis Tito passou oito dias em trajectória.

As pessoas comuns logo voarão (em breve) para o espaço suborbital com a Virgin Galactic e a Blue Origin por ‘meros’ US$ 250 milénio. O bilionário nipónico Yusaku Maezawa, junto com oito de seus amigos, está programado para circunvagar a Lua na nave da SpaceX em 2023 e os primeiros astronautas (com qualquer intensidade de otimismo) deverão pousar na superfície da Lua no ano seguinte no mesmo veículo. Logo que a Starship se provar segura em seguida múltiplas missões tripuladas e desengatadas à Lua sob o comando de Artemis, os turistas estarão logo em seguida. Talvez já em 2027. O quão ‘comuns’ esses turistas serão dependerá do preço do bilhete, mas isso vai diminuir com o tempo. Em 2031, espero que as filas estejam se formando para fazer uma viagem à Lua – a nave foi projetada para atender essa demanda com capacidade para transportar 100 pessoas em um único voo. Dito isso, muitos acreditavam que os primeiros turistas suborbitais voariam logo depois que o Ansari X-Prize foi lucro em 2004 pela empresa que projetou o progenitor da nave espacial III da Virgin Galactic. Continuamos à espera do primeiro voo de passageiros pagantes hoje, em 2021.

“As pessoas comuns logo voarão (em breve) para o espaço suborbital com a Virgin Galactic e a Blue Origin por ‘meros’ US$ 250 milénio”

 

Peter Ward

Professor de Biologia e Professor Anexo de Astronomia na Universidade de Washington

Acho que nunca chegaremos lá. Pelo menos eu não vou.

A taxa de natalidade está caindo em todos os lugares. Combinado com medicamentos realmente bons, isso significa que haverá uma população envelhecida. Isso significa que partes cada vez maiores do resultado pátrio bruto terão de ser destinadas a mourejar com velhos porquê eu. A cada dez daqui para frente, estaremos reduzindo a quantidade de moeda dispensável produzida pelos humanos na Terreno. Coisas porquê investir na habilidade de projetar foguetes comuns para a Lua serão cada vez mais insustentáveis – todo o programa espacial será consumido por isso, a menos que possamos encontrar alguma maneira de lucrar com o espaço. E o único lugar para fazer isso é no cinturão de asteroides – não há zero na Lua que dê moeda.

Ou por outra: o que seria uma ‘pessoa normal’? Existem pessoas realmente ricas – pessoas em São Francisco, digamos, ganhando US$ 300 milénio ou US$ 400 milénio por ano – que nunca poderiam remunerar uma dessas versões de voo espacial intergaláctico, que vai custar murado de US$ 200 milénio somente por dez minutos no espaço subalterno. Se pudéssemos de alguma forma fazer com que o preço de uma viagem à lua chegasse a US$ 5 milhões… quero expor, quantas pessoas podem remunerar isso?

Nunca diga nunca, mas não vejo isso acontecendo nesse século.

“Coisas porquê investir na habilidade de projetar foguetes comuns para a Lua serão cada vez mais insustentáveis – todo o programa espacial será consumido por isso, a menos que possamos encontrar alguma maneira de lucrar com o espaço.”

 

Robert Goehlich

Perito em turismo espacial e professor assistente anexo da Embry-Riddle Aeronautical University Worldwide

Minha resposta curta é: entre 10 e 100 anos.

No Livro Didático de Turismo Espacial dividi as atividades de turismo espacial atuais e futuras em dez estágios de complicação, começando com o estágio 1 – ‘atrações naturais e outros’ – e terminando com o estágio 10: ‘além dos voos’. Eu defini voos lunares porquê estágio 8: ‘Comparado a um simples voo suborbital ou orbital, a complicação do cenário de voo lunar aumenta significativamente… No contexto do turismo espacial, viagens lunares são improváveis a limitado prazo, a menos que os turistas orbitem a Lua e não pousem lá. Em 1968, os astronautas da Apollo 8 orbitaram a Lua e viram a mesma visão da espaçonave que os turistas podem ver… Depois que o turismo espacial em tamanho para a trajectória da Terreno se tornar uma ocorrência diária, os turistas ricos desejarão viajar e até pousar na Lua.’

Tendo isso em mente, supondo que haja um foguete seguro para a lua, eu poderia imaginar um cenário otimista em que esporádicas ‘pessoas normais’, por exemplo, ganham uma passagem para um voo lunar em limitado prazo. Um cenário pessimista pode ser que, mesmo a longo prazo, nenhuma ‘pessoa normal’ será capaz de visitar a Lua devido a questões de segurança, ambientais e financeiras ainda não resolvidas. Um cenário realista está no meio do caminho e a história já nos ensinou isso.

“Um cenário pessimista pode ser que, mesmo a longo prazo, nenhuma ‘pessoa normal’ será capaz de visitar a Lua devido a questões de segurança, ambientais e financeiras ainda não resolvidas”

 

Garrett Reisman

Engenheiro americano e ex-astronauta da NASA

Pode ser mais cedo do que você pensa. Tanto a NASA quanto outros programas espaciais nacionais estão planejando enviar humanos para a Lua em nome de seus respectivos governos em um horizonte próximo, mas os cidadãos particulares estão voltando seus olhos para a Lua também. Na verdade, um cidadão generalidade, Yusaku Maezawa, já chegou a um combinação com a SpaceX para uma viagem circunlunar. Outras oportunidades virão já que, no novo paradigma mercantil, a NASA está contratando serviços de transporte com empresas privadas porquê a SpaceX – mas a empresa privada possui e opera os veículos, o que permite que eles usem seus recursos para clientes não pertencentes à NASA. Agora, acontece que esses clientes não são ‘pessoas normais’ – eles são pessoas extremamente ricas. Mas, com o tempo, os custos diminuirão e a acessibilidade aumentará. Logo, quando os não-bilionários poderão comprar uma passagem e visitar a Lua? Ninguém sabe ao patente, mas levou muro de 60 anos para que as viagens aéreas se tornassem acessíveis com a desregulamentação em 1978, e espero que possamos fazer melhor no espaço e atingir preços acessíveis nos próximos 50 anos.

“Agora, acontece que esses clientes não são ‘pessoas normais’ – eles são pessoas extremamente ricas”

 

Julie Brisset

Investigador associada do Instituto Espacial da Flórida

Depende um pouco do que você entende por pessoas normais: somente não-astronautas, ou seja, turistas espaciais muito ricos, por exemplo, ou pessoas realmente normais porquê você e eu.

Os turistas espaciais, que devem ser muito ricos, provavelmente poderiam visitar a Lua muito antes que as pessoas comuns o façam, assim porquê fizeram na Estação Espacial. Empresas privadas porquê a Blue Origin provavelmente oferecerão viagens para lá da mesma forma que oferecem voos suborbitais agora.

Em qualquer caso, acho que a sequência será: primeiro os astronautas, depois os técnicos/trabalhadores que construirão a infraestrutura, depois alguns pioneiros que estarão dispostos a se estabelecer lá, logo talvez mais pessoas da população.

A chave é o aumento regular do uso econômico do espaço cis-lunar. Se houver um incentivo financeiro para atividades de colocação na Lua, as visitas regulares das pessoas podem ser somente um efeito paralelo. Assim porquê as cidades cresceram ao longo dos trilhos quando os trens passaram a ser usados para transporte.





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