Presidente da Oi deixará empresa em 30 de janeiro, juízo escolherá substituto – 10/12/2019


Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) – O presidente-executivo da Oi, Eurico Teles, afirmou nesta terça-feira que vai transpor da companhia em recuperação judicial em 30 de janeiro do próximo ano e que o recomendação de gestão da operadora escolherá um substituto para ele.

Em entrevista a jornalistas convocada depois a empresa ser escopo de operação da Polícia Federalista mais cedo, o vice-presidente de operações da Oi, Rodrigo Abreu, afirmou também que a saída de Teles da empresa não tem relação com a ação das autoridades que investigam supostos pagamentos irregulares para uma empresa parcialmente controlada pelo fruto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Estou cá há 38 anos e essa companhia é só pepino. É só pepino tanto que foi para recuperação judicial. Por quê? Tinha dívida imensa, receita decadente, serviço fixo decadente”, disse Teles durante a entrevista.

“Minha saída não tem zero a ver uma coisa com a outra. Um termo de transição foi protocolado na justiça e homologado em julho. Ele já apontava para isso e vou permanecer na companhia até 30 de janeiro…vocês mesmo têm dito na prelo que o Eurico vai transpor e que o Rodrigo vai assumir”, complementou o executivo.

Teles frisou que a reunião do recomendação de gestão para indicação do novo presidente-executivo da Oi ainda não tem data marcada.

Questionado quando a companhia poderia concluir a recuperação judicial concedida em 2017, Teles afirmou que “é difícil você falar (sobre o término da RJ). Nós peticionamos o não fechamento (da RJ) porque achamos que a companhia já cumpriu tudo (estabelecido na RJ), mas tem muito a realizar”.

Na sexta-feira passada, a Oi informou o mercado que pediu à Justiça mais tempo para concluir o processo de recuperação judicial, dos quais prazo de supervisão termina em fevereiro de 2020.

O requerimento apresentado à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, sustenta que a prorrogação não traz mudanças para a situação atual do grupo e não tem impacto quanto ao cumprimento do projecto, nem em relação a créditos, nem a eventuais novos recursos que forem obtidos.

“A companhia fez esse pedido porque o projecto de recuperação judicial vem sendo cumprido com integral sucesso, não deixamos de fazer zero que estava no projecto e cumprimos todas as métricas…pedimos que não o juiz não levante a recuperação judicial e estenda para permitir que a realização muito sucedida do projecto continue a ocorrer”, disse Abreu.

O executivo destacou que ao término deste ano, a Oi está chegando a quase 5 milhões de residências o Brasil com fibrilha ótica e possui mais de 600 milénio clientes conectados. O projecto é levar a filamento a 16 milhões de residências até o final de 2021.

“Já chegamos a um ritmo de ativação de usuários em filamento superior a 100 milénio por mês”, disse Abreu. “Queremos nos valer dessa infraestrutura nunes de fibrilha para sustentar os negócios da companhia”, acrescentou.

Abreu afirmou que a Oi iniciou auditorias internas para saber se houve falhas em repasses feitos no pretérito e que os inquéritos foram iniciados em setembro do ano pretérito. Apesar disso, Teles afirmou que uma operação de compra de capital feita pela Oi na Gamecorp, níveo da operação da PF, foi lícita e que ele não soube de nenhuma influência política.

“A gente está fornecendo todas as informações necessárias e solicitadas que embasam a investigação da Polícia Federalista”, disse Abreu.

Segundo o Ministério Público Federalista (MPF), há evidências de que secção de uma quantia totalidade de 132 milhões de reais pagos pela Oi/Telemar à Gamecorp/Gol — que tem Fábio Luis Lula da Silva porquê sócio — foi utilizada para a compra de um sítio em Atibaia (SP) no interesse de Lula. Recentemente, o ex-presidente teve pena confirmada pelo Tribunal Regional Federalista da 4ª Região (TRF-4) em outro caso relativo à mesma propriedade.



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