Por que é difícil dormir quando está muito quente

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Por que é difícil dormir quando está muito quente 1


O Verão já está quase no término, mas ainda teremos algumas noites insuportavelmente quentes pela frente que podem dificultar um bom sono. Felizmente, existem maneiras de você amenizar leste período que, para alguns, pode ser um grande enfado. Em meio a noites mal dormidas no primícias de ano, a equipe ficou se perguntando por que diabos é tão difícil dormir quando está calor — e porquê ter essa informação pode ajudar a repousar melhor quando as altas temperaturas voltarem.

O que descobrimos foi que diversos fatores desempenham qualquer papel na orquestração da sua noite inquieta de verão, em que o sono até bate, mas sua mente não consegue se desgrudar da sensação de que seu quarto serviu de forno de pizzaria durante o dia todo e nem a noite foi capaz de descair o termômetro.

Magali Lumertz é pediatra e pneumologista infantil profissional em medicina do Sono no Hospital São Lucas da PUC-RS. A primeira coisa que ela nos diz, importante para entender a dificuldade de desabar no sono nas quentes noites de verão, é que, durante o processo de indução do sono, é necessário que nossa temperatura corporal mediano diminua — portanto, evidentemente, quando está calor, esse processo é prejudicado.

“Além de termos dificuldade em iniciar o sono, a arquitetura dele também é negativamente afetada, o que se traduz em um sono não (tão) restaurador porquê seria se o envolvente estivesse numa temperatura aprazível”, explica Lumertz em entrevista ao Gizmodo Brasil.

Em entrevista ao Business Insider, David Brodner, profissional do sono e fundador de um meio para desvelo do sono no condado de Palm Beach, na Flórida, labareda a atenção para outro importante fator: hormônios.

A Instalação Pátrio do Sono dos Estados Unidos aponta os hormônios porquê uma das principais causas de insônia. No caso específico do verão, isso fica evidente. O nosso corpo produz um hormônio utilizado para nos deixar sonolentos quando escurece, a melatonina. A melatonina, por sua vez, é regulada pela luz do Sol. Basicamente, o Sol se põe, escurece, o nível de melatonina dentro da gente cresce, e esse é o sinal para o cérebro de que está na hora de permanecer cansado e com sono.

Durante o dia, a luz do Sol que entra por nossos olhos está comunicando que é preciso permanecer acordado. A partir do momento em que os dias são mais longos, com mais horas de luz do Sol por motivo do Verão, isso significa que a mensagem que nosso corpo recebe durante essa estação é para permanecer acordado por mais tempo.

“No verão, os dias ficam mais longos, logo estamos sendo estimulados por luz do Sol cada vez mais tarde, e, dependendo de onde você vive, isso pode ser muito tarde”, resumiu Brodner ao Business Insider.

O profissional conta que a temperatura ideal para desabar no sono é entre 15,5 ºC e 19,4 ºC, um número basicamente impossível de se depreender para quem mora no Brasil e não tem um ar-condicionado. Ainda assim, existem, sim, coisas que você pode fazer para desabar no sono mais facilmente durante noites quentes.

Porquê dormir no calor

Se você não tem um ar-condicionado, Magali Lumertz diz que um ventilador já ajuda, lembrando sempre de mantê-lo adequadamente limpo. Mas você obviamente já tentou isso, logo avancemos para outras alternativas.

“Quando ar-condicionado e ventilador não estiverem disponíveis, (a solução é) tentar refrescar o quarto/envolvente de dormir, resguardando-o do calor durante o dia (porquê por uso de cortinas) e ventilando-o à noite (porquê por meio da lisura das janelas)”, aconselha Lumertz.

A profissional recomenda também que se evite realizar atividades físicas no término de tarde e à noite, apontando também que a hidratação ao longo do dia também pode ajudar a manter um controle sobre sua temperatura corporal. “O uso de toalhas e/ou lençóis úmidos também auxiliam na redução do calor, mas podem não ser tão convenientes”, acrescenta. Por término, você não vai gostar disso, mas Lumertz indica que a presença de equipamentos eletrônicos conectados à rede elétrica que liberem calor em seu quarto irá, bom… aumentar a temperatura dentro do seu quarto. Logo, escolha: vai para a leito com a Netflix ligada no videogame de som de fundo ou com um envolvente menos empalmado?

Da mesma forma que medidas para evitar o aquecimento do corpo são benéficas neste período de noites quentes de verão, ações para esfriá-lo podem ser o pormenor entre uma noite horroroso e uma tolerável. Tome um banho gelado antes de dormir, beba chuva gelada, deixe um spray com chuva gelada na cabeceira — mas tenha em mente que você vai ter, sei lá, dez minutos antes que essa chuva evapore nesse calor dos infernos.

Zero é tão ruim que não possa piorar

Você que está lendo esta material provavelmente mora no Brasil, logo você sabe o quão real esta frase supra é. E ela é verdadeira também para falar do seu sono.

A essa profundeza você talvez já tenha feito a relação: “Se noites mais quentes dificultam o sono, o aquecimento global só vai piorar tudo”. Acertou, desgraça! Um grupo de cientistas de Harvard e da Universidade da Califórnia em San Diego conduziram um estudo, publicado em 2017, para desenredar o que acontecerá exatamente com nosso sono quando as temperaturas subirem. Para chegar nisso, eles analisaram levantamentos de saúde conduzidos por Centros de Controle e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos entre 2002 e 2011, interessados mais especificamente na seguinte questão: “Durante os últimos 30 dias, em quantos dias mais ou menos você sentiu que não descansou ou dormiu o bastante?”

Os pesquisadores logo ligaram as respostas às datas e às cidades em que essas pesquisas foram realizadas, determinando o número de noites de calor incomum nesses períodos de 30 dias.

O resultado a que chegaram foi que temperaturas mais altas que a média aumentam o número de noites mal-dormidas, mormente no verão. Em média, um salto de um intensidade Celsius na temperatura aumentou em três noites por mês o número de sonos ruins.

Esse cenário afeta principalmente pessoas com baixa renda, impossibilitadas de comprar um ar-condicionado, e pessoas mais velhas, cujos corpos não apresentam a mesma capacidade de regular temperaturas que os de pessoas mais novas — com a diferença chegando a ser dez vezes maior para pessoas que, além de ter mais de 65 anos, são de baixa renda.

Cientistas projetaram, usando dados da NASA, que as noites excepcionalmente quentes nos Estados Unidos deverão aumentar seis noites de sono precário a cada 100 pessoas até o ano de 2050, com esse número chegando a mais 14 noites em 2099.

Nick Obradovich, líder do estudo, disse ao Estadão em 2017 que, em países mais pobres, porquê o Brasil, os efeitos observados podem ser ainda maiores. Logo, considerando a maneira porquê nós, humanos, temos lidado com o aquecimento global e a natureza, é melhor já ir se acostumando.

[Verge via Science Advances, Business Insider]



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