O YouTube matou o videoclipe tradicional; Sting que o diga

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A naturalidade de muitos vídeos postados no YouTube é impressionante. Notamos claramente que a geração criada na era das novas tecnologias adquire familiaridade não só com os equipamentos eletrônicos, mas também com a liberdade para se comunicar e se expressar nas novas plataformas de comunicação.

A imagem sempre foi expressa pelos detalhes. Lembre-se de algumas das fotos posadas tiradas por nossas avós. É possível perceber nelas desde o mais amargo sorriso até o queixo esticado de orgulho.

Hoje a câmera fotográfica e o vídeo fazem parte do nosso cotidiano. A relação com a lente mudou, e o resultado disso pode ser apreciado no YouTube: já não são necessárias grandes produções para uma pessoa de talento se expressar por meio de uma câmera. E veja como são as coisas: num mundo de hiperconsumo e massificação, voltamos ao simples….

A estética que começa a se formar por influência do YouTube é a do olhar natural, límpido, na lente.


Terra Naomi: câmera no quarto e vídeo sem cortes; 4 milhões de exibições

Servir-se de uma superprodução – tal como no modelo tradicional, com uma parafernália típica do cinema – para fazer um videoclipe que irá parar no YouTube não faz sentido. O que prevalece lá é a busca do natural. Grandes...

ícones da música, como o fabuloso Sting, já perceberam isso.

O ex-vocalista do The Police aparece num clipe no YouTube sentado em um sofá, num apartamento qualquer, talvez o seu mesmo. Um amigo toca violão, com um microfone, acompanhado de um vinho ou outra bebida. E basta: eis o artista e sua música.

Por trás da lente, atrás da tela no PC ou smartphone, estamos nós. Se você tiver um bom monitor e boas caixas de som, poderá até se imaginar da sala de estar com Sting.

Isto é o YouTube: o olhar íntimo da vida. Tudo muito simples, transparente.


Com edição simples, vídeo mostra Sting na sala de um apartamento

Muitos produtores de vídeos hoje pensam em produzir no “estilo YouTube”, ou seja, tentar recriar uma verdade de uma nova maneira. Bom, não se trata de nada novo, né?

Recriar a realidade é justamente o que temos tentado sempre, no cinema ou no documentário. Recriar algo que talvez não queiramos perder, algo acima de qualquer tecnologia, de qualquer coisa que possamos inventar.


“Clipe” do garotinho do “ukulele” ultrapassa 22 milhões de visualizações

Fonte:Panorâmica