O software livre que ninguém vê

Por Ian Roble*

Quando se fala em software livre, os mais diversos tipos de reação são esperados. Existem pessoas que são ferrenhas defensoras dos programas de código simples, enquanto outras ficam receosas – enfim, se o código está disponível, não seria mais fácil alguém deslindar falhas de segurança? Há uma série de s cá no blog que discutem essas questões (porquê levante cá). Mas hoje, vou abordar um tema um pouco dissemelhante.

Existem inúmeros programas de código cândido no mercado. Desde o Java – linguagem de programação que está na base de inúmeros serviços online – até o Apache httpd – que serve mais da metade dos sites ativos na internet –, programas livres são troço importante da infraestrutura que nos permite velejar na internet, editar imagens e proteger nossos dados ao realizamos compras online.

Mas a preço do Software Livre não para por ai. Sabia que você utiliza programas de código cândido diariamente? Software Livre está mais presente nas nossas vidas do que imaginamos e muitas vezes não percebemos. Isso porque diversos programas de código fechado utilizam amplamente software livre para dar suporte às suas funcionalidades.

Na verdade, esse software livre não está tão invisível assim: quando alguma empresa quer utilizar bibliotecas de código cândido para dar suporte às suas aplicações, ela geralmente é obrigada a informar os termos de uso e de responsabilidade dessas bibliotecas. Esses créditos ficam em um documento chamado “Third Party Notice” e é através dele que podemos saber quais bibliotecas de código lhano qualquer programa usa. Por exemplo, podemos ver que o Windows Phone utiliza muitos componentes desenvolvidos no Android Open Source Project.

A Apple tem uma lista dos componentes de software ingénuo utilizados em seus produtos, e dá para perceber que não são poucos. Já no Google, somente o navegador Chrome (que é quase totalmente fundamentado em software llivre) possui mais de 150 projetos de código cândido em sua lista de créditos; em conferência, seu concorrente da Microsoft, o Internet Explorer, possui exclusivamente 14.

Não importa a extensão, a grande maioria dos programas que usamos utiliza qualquer tipo de livraria de código desobstruído. Isso mostra a força do Software Livre, e não é à toa que as empresas estão cada vez mais investindo capital e disponibilizando horas de trabalho de seus funcionários para que desenvolvam esses projetos.

* Ian Roble é aluno do IME-USP, intercambista na Pace University em NY e nas horas vagas impressiona adultos e crianças com suas mágicas e prestidigitação

Com informações de (Manadeira):Código Aberto