Novas plataformas tentam findar com polarização na internet

Please enable / Bitte aktiviere JavaScript!
Veuillez activer / Por favor activa el Javascript![ ? ]

Receba os artigos diretamente no seu email


Divulgação
Novas plataformas tentam findar com polarização na internet 1O app Verona coloca pessoas com opiniões divergentes para conversar

Na semana passada, enquanto eu assistia cá em Chicago ao debate republicano na CNN, minha atenção estava dividida com o smartphone. A cada asseveração feita por Donald Trump, os meus dedos corriam agitados para ortografar uma mensagem no celular. Do outro lado estavam partidários do candidato, que tentavam me explicar por que eles querem que Trump seja o novo presidente dos EUA, enquanto eu defendia o lado dos latinos, que Trump quer manter longe dos EUA construindo um muro na fronteira com o México.

Tudo isso aconteceu enquanto eu testava o Verona, um app que pretende derrubar muros virtuais e edificar pontes em uma idade em que as opiniões na web estão tão divididas. Porquê o app faz isso? Colocando pessoas que pensam dissemelhante para conversar!

::Siga-me no Twitter::
::Curta a página do blog no Facebook:: 

Funciona assim: ao entrar no app, o usuário pode escolher simbolizar um dos lados de uma disputa. Estão disponíveis para debate até agora Israel x Palestina, Apoiadores de Trump x Latinos e Democratas x Republicanos.

Depois do usuário escolher o lado que melhor o representa, o app funciona nos moldes do Tinder. Você vê a foto e um perfil de cada pessoa e diz se quer ou não conversar com ela. Se os dois lados disserem sim, o app oferece uma janela para o bate-papo. Os filtros permitem escolher se você quer falar só com homens, mulheres ou os dois sexos.

A proposta é que o usuário use o app para conversar com pessoas que tenham opiniões opostas às suas com o objetivo de gerar qualquer entendimento e empatia – e não para mandar se há um lado perceptível e outro incorrecto ou fazer os dois lados concordarem. “Nossa meta é oferecer uma plataforma para um novo tipo de conversa. Verona é o app para pessoas que querem superar divisões”, diz o site solene.

Reprodução
Novas plataformas tentam findar com polarização na internet 2Mensagem publicada no Twitter por Donald Trump diz que é melhor viver um dia porquê leão do que uma vida porquê ovelha. Será essa a lógica por trás dos comentários da internet hoje em dia?

Resolvi testar o sistema durante o debate, embora o app possa ser usado a qualquer hora do dia. Conversei primeiro com um republicano de 34 anos que dizia concordar o Trump porque ele seria a pessoa certa para tornar o Partido Republicano mais progressista. “Eu sou em prol de muros desde que eles tenham portas” ele me disse, enquanto tentava me convencer de que todas as afirmações extremistas e racistas do candidato, porquê banir a ingressão de latinos e muçulmanos nos EUA, eram exclusivamente para lucrar atenção e escora dos eleitores mais radicais. “Ele não vai fazer zero contra pessoas porquê você que estão cá legalmente”, dizia, tentando me consolar.

Outro, de 21 anos, declarou o seu paixão pelo Brasil e a América Latina enquanto dizia que zero do que o Trump afirmava sobre latinos ou muçulmanos era sério. Ele dizia concordar o candidato por ser o único político nessas eleições que ele considera ter um posicionamento mais ao meio, porquê o dele.

As conversas foram interessantes, sobretudo para satisfazer minha curiosidade sobre o que faz Trump receber tanto escora, apesar dos seus glosa perigosos, e ver que alguns dos seus apoiadores parecem menos radicais do que o candidato e estavam dispostos a ouvir minhas argumentações.

No entanto, confesso que fiquei com uma sensação estranha. Enquanto...

as conversas foram muito saudáveis e respeitosas, no fundo eu fiquei frustrada por ver aquelas pessoas concordarem com propostas que vão contra os valores nos quais eu acredito.

::Siga-me no Twitter::
::Curta a página do blog no Facebook:: 

Quantos amigos assim eu e você não temos nas redes sociais? Aquelas pessoas que se tornaram próximas por dividir alguma coisa em generalidade e que em qualquer momento revelam ter um ponto de vista completamente dissemelhante do seu em uma questão crucial. E quantas vezes não saímos soltando indiretas nas redes sociais de que vamos deletar pessoas que pensam de um jeito x ou y?

Mas será que precisamos deletar mesmo da nossa vida as pessoas que pensam dissemelhante da gente? Um pouco de provocação às nossas convicções não faz muito? E qual o limite do plausível? Uma visão política dissemelhante da nossa deve ser julgada com o mesmo rigor que um glosa declaradamente racista ou que desafia qualquer recta humano?

Ao mesmo tempo em que a internet nos tira da ignorância em que vivíamos sobre alguns temas, ela nos coloca novos dilemas e desafios nas interações sociais. Seria a raiva que expomos na rede um revérbero automático da perda da ignorância ou da dificuldade de filtrar informações no mar de texto disponível na web?

A polarização na internet está tão intensa não só no Brasil, mas no mundo todo, que recentemente Tim Berners-Lee, o famoso pai da internet, reclamou do Twitter e das redes sociais e pediu que sejam construídas na web plataformas que produzam críticas construtivas e simetria, em vez de estimular a negatividade e o bullying – o que seria o caso das redes sociais, na opinião dele.

Mais paixão, por obséquio

Reprodução
Novas plataformas tentam findar com polarização na internet 3

Além do Verona, uma outra solução que já está em teste em prol de uma internet mais empática é a plataforma Social Comments, que pretende melhorar a qualidade do debate nos comentários das matérias de sites da internet.

A proposta é simples: antes de poder ortografar qualquer coisa na caixa de comentários, o leitor é convidados a dar uma nota a dois outros comentários aleatórios que leitores aram no site. Esses comentários são avaliados com base em dois critérios: qualidade da argumentação e urbanidade. Só logo o sistema permite que o leitor escreva e publique seu glosa. Ao terminar, o usuário é convidado a fazer uma avaliação do que ele próprio escreveu com base nos mesmos critérios anteriores. Se desenredar que o texto está inapropriado, ganha o recta de editá-lo ou deletá-lo.

Fico otimista em ver soluções porquê essas sendo testadas. Parece que há um pouco valedouro, uma conexão mais profunda, humana e que gera empatia, que se perde na frieza do mundo online, fazendo com que o caminho mais extremo se torne a primeira opção de muitos quando se veem diante de alguma coisa que desafia suas convicções. Ainda muito que estamos começando a pensar em porquê usar a tecnologia e as redes para fabricar uma internet e um mundo menos extremista e mais tolerante.

Mas se você não concordar com isso, tudo muito. É só explicar com jeitinho e de uma forma construtiva o seu ponto de vista na caixa de comentários aquém para colaborar com o debate. E você, acha que a internet está precisando de mais paixão e que esses serviços podem ajudar a trazer mais tolerância para a web?

:::LEIA TAMBÉM:::
::Comida 2.0: testei os mantimentos criados em laboratório por startups::
::Você já pode alugar um colega pelo smartphone::
::O que muda na sua vida quando você aprende a programar::

O Novas plataformas tentam finalizar com polarização na internet primeiro em Ligia Aguilhar.

Com informações de (Manadeira):Ligia Aguilhar