Mídia programática, a estrelinha de Cannes

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Está cada vez mais difícil ignorar o entusiamo com a mídia programática. Especialmente após Cannes Lions 2014.  Pela primeira vez, o festival distribuiu prêmios para campanhas baseadas em dados e visualização de dados. E várias sessões foram dedicadas ao assunto.

Em muitas delas ficou claro que a mídia programática floresceu, extrapolando a publicidade online, estendendo suas asas para a TV e outras mídias. Richard Frankel, presidemte da Rocket Fuel, descreveu em detalhes como agências estão usando plataformas programáticas para a compra de espaço na TV.

Por meio das tecnologias programáticas (RTB entre elas), anunciantes podem comprar anúncios como se estivessem comprando qualquer outro produto na nuvem.

Os debates já não são mais sobre a viabilidade da venda programática de mídia. Discute-se agora qual será o tamanho da fatia do bolo publicitário que as plataforas programáticas abocanharão nos próximos anos.

Apesar de todo ceticismo revelado em um estudo recente da Strata – que apenas 12% dos executivos sêniores de agências norte-americanas confiam na venda programática –  já hoje bilhões de dólares são transacionados via plataformas programáticas.

A Magna Global estima que as plataformas programáticas (direta e RTB) responderão por 9.8 bilhões de dólares destinados aos anúncios display nos Esatdos Unidos este ano –  20% de todo o mercado de publicidade digital norte-americano. E este valor subirá para 17.9 bilhões de dólares em 2017.

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Dados da IDC indicam que os gastos a publicidade online programática vão crescer 165,4% nos EUA em 2014, e a taxa de crescimento de três dígitos será mantida nos próximos anos.

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A América Latina, liderada pelo Brasil, acompanhará o movimento mundial. De acordo com a Magna Global, a região deverá responder por 5% do mercado de mídia programática este ano.

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Pesquisa patrocinada pelo The Trade Desk, e publicada em março passado pela IDC, prevê  que os investimentos em anúncios display através de plataformas programáticas chegarão a 600 mil dólares este ano no Brasil. Metade do bolo de toda a América Latina no período. Aida é pouco? Sim. Mas esse valor só faz crescer.

A maioria das pessoas com quem falo concorda que a automação é inevitável. E que o futuro da propaganda será muito mais transacional. Mas, mesmo em mercados maduros, que estão voltando sua atenção para compras programáticas nas plataformas móveis e na TV, ainda há muito trabalho a ser feito.

“Caminhamos para encontar um equilíbrio entre os homens da Criação e os da Matemática, entre a arte e a ciência, entre o lado esquerdo e o lado direito do cérebro”, afirma Martin Sorrell, fundador e Chefe Executivo da WPP.

“A verdade é que a tecnologia se impõe cada vez mais no coração do processo criativo. Criatividade ainda pode ser o núcleo do nosso negócio e da oferta aos clientes, mas já não é mais a única a ter voz no departamento de criação das agências”, escreveu Sorrell, ao comentar uma publicação no Linkedin.

Vale muito ver a entrevista dada por Sorrell ao editor do Linkedin, antes do festival.

Fonte:Circuito De Luca