LG inicia vendas de TV 4K curva nos Estados Unidos por US$ 10 mil
A LG inicia nesta semana nos Estados Unidos a venda de seus primeiros televisores que aliam as tecnologias de tela OLED curva e resolução 4K, também chamada de Ultra HD. O produto tem display de 65 polegadas (modelo 65EC9700) e está disponível por 10 mil dólares (aproximadamente 25 mil reais, em conversão direta). Outro modelo com tela de 77 polegadas custará 25 mil dólares (60 mil reais) e chega ao mercado em novembro.
A LG espera que as vendas de TVs com resolução Ultra HD sejam de 1 milhão de unidades neste ano. A Consumer Electronics Association (Associação de Eletrônicos de Consumo) prevê um aumento de demanda em 2014, que elevará o número para 3 milhões.
A empresa ainda não anunciou quando os produtos chegarão ao mercado brasileiro, nem o seu preço oficial.
Por que OLED?
Em um evento para jornalistas realizado nesta quinta-feira (2/10) em São Paulo, a LG explicou por que decidiu investir no mercado de TVs com telas OLED. “A TV LCD não tem mais o que evoluir, ela já evoluiu nos últimos 15 anos. A OLED chegou a um patamar em que o LCD nunca vai conseguir chegar. Um dos pontos é o contraste”, afirmou Rogério Molina, gerente geral de produtos de TV da LG Brasil.
No evento, a fabricante detalhou os dois tipos de TVs. A tecnologia OLED (diodos orgânicos emissores de luz) é diferente dos painéis LCD LED em seu princípio de funcionamento. Enquanto a maioria das telas usa retroiluminação de pixels, inviabilizando a flexibilidade, o OLED é composto de materiais orgânicos que são iluminados por uma corrente elétrica. Com isso, é possível exibir as cores primárias sem que haja interferência da iluminação de outros pixels. Isso é claramente perceptível em tons escuros, uma vez que não há vazamento de luz como na retroiluminação LED.
Outra forma de explicar essa diferença é dizer que a iluminação OLED acontece por seus próprios pixels enquanto o LCD LED tem a duas camadas: uma de pixels e outra de lâmpadas.
O diferencial dos painéis da LG é que eles usam uma linha a mais de pixels. Em vez do tradicional RGB, a empresa usa um padrão de pixels WRGB OLED. Sendo assim, há uma linha de pixels brancos que ajuda a melhorar a fidelidade de cores das imagens. Aliado a essa tecnologia, a companhia emprega um método de encapsulação com o óxido de TFT chamado de Solid Phase Encapsulation (SPE).
A LG acredita que a combinação de óxido de TFT e WRGB resulta em um OLED com maior uniformidade em telas maiores. A aplicação dessa tecnologia tem foco em displays grandes. Segundo a empresa, o público brasileiro tem preferência por sua linha de televisões de 55 polegadas.
A LG já usou essa tecnologia em TVs curvas que estão disponíveis no Brasil, como o modelo 55EA9800. Até mesmo em smartphones a companhia apostou nesse segmento ao lançar o LG G Flex, que pôde ser concebido e lançado graças à flexibilidade dos painéis OLED.
Como quase sempre acontece quando empresas investem em uma nova tecnologia de imagem, o preço das TV OLED é alto. Um exemplo é o modelo vendido pela LG no Brasil, que tem resolução Full HD e preço sugerido de 27 mil reais.
Outra aplicação possível para o OLED é no segmento de tecnologias vestíveis. Uma startup de São Francisco chamada de Arubixs criou recentemente o Portal, um produto que mistura os conceitos de pulseira e smartphone. O aparelho se acomoda na curvatura do braço do usuário e é flexível devido à sua tela OLED.
“O Portal não é apenas um wearable. É um smartphone que você pode usar. É um aparelho de seis polegadas flexível, resistente à água e à prova de estilhaçamento”, disse Brando Mairs, fundador do Arubixs, de acordo com o T3.
Fonte:Gadgets INFO