Just Cause 3, ou “Somente cause”

Perdoem a piadinha horroroso com o nome do jogo, mas vamos direto ao tema – Just Cause 3 é perfeito para quem curte “promover” em games de mundo desobstruído. O título aprimora todos os aspectos do seu predecessor e estabelece um novo ponto cimeira na série, além de matar a sede dos fãs de games de ação.

Just Cause 3 é basicamente um filme interativo do Michael Bay, daqueles em que tudo – literalmente tudo – vai pelos ares. Inclusive as leis da física e o realismo, mas já vamos chegar nesse ponto. Por enquanto, basta que seja dita a termo de ordem, explosões. E explosões geram caos, devastação e muita, muita diversão (se você é o rosto causando tudo isso).

O mundo desobstruído que consagrou a série retorna maior e mais vivo que nunca, novamente na forma de um país governado por um tirano que precisa ser destronado por Rico Rodríguez, o protagonista. Trata-se, aliás, da terreno natal do personagem. Todo esse tecido de fundo, porém, fica em segundo projecto quando tudo o que interessa ao jogador é destruir as instalações e infraestrutura da ditadura, sejam outdoors de propaganda política, sejam complexos de aprovisionamento de combustível. A teoria é vencer o governo botando aquém tudo o que eles têm.

É aí que está a perdão de Just Cause 3. O mundo desimpedido não é o único parque de diversões que você tem. O jogo te dá algumas coisinhas a mais. Além das clássicas armas de incêndio e explosivos, há ainda a espécie de gancho que pode unir duas coisas – fixas no soalho ou não – e fazê-las encontrar uma à outra. Porquê um helicóptero e um soldado inimigo, um trem e uma estátua do ditador, um tanque de gás e um poste de luz. Junte veículos, itens e um mundo vasto, pleno de elementos interativos e as possibilidades para mandar as coisas pelos ares são infinitas.

O gancho é definitivamente o melhor elemento do jogo. Ele é o tempero a mais na troço da devastação, uma instrumento multiuso à disposição da imaginação do jogador, apesar de um pouco difícil de se habituar no início. E, assim porquê o predecessor, também tem um papel fundamental no deslocamento com o combo “gancho + paraquedas”.

Cá, voltamos àquele ponto. A física do jogo é bastante irreal, já que dá para simplesmente voar por todo o vegetal somente usando o gancho e demais equipamentos aéreos. O realismo também vai para o espaço. Dá para usar atirar o gancho em um helicóptero, sequestra-lo, usar os mísseis para concluir com os tanques do tropa inimigo, pilotar a aeroplano até uma ponte e, antes do choque (que obviamente derruba a construção), ejetar para pousar em cima de um veículo inimigo, guerrear o piloto, roubá-lo e seguir pela estrada porquê se tudo o que tivesse ocorrido fosse alguma coisa corriqueiro. E é, pelo menos em Just Cause 3. Irreal é sinônimo de ruim? Nem um pouco. Essa é a perdão do jogo.

O problema é que essa devastação toda, ainda que dependente da originalidade do jogador, uma hora se torna repetitiva. Para amenizar esse ponto, há muitas missões paralelas com tarefas diferentes a serem cumpridas, embora elas também se repitam em certa ração. Encaminhar também não é das melhores experiências, mas ao menos não há problemas com a pontaria – é muito fácil ajustar os tiros.

No término das contas, toda a diversão compensa. Ver uma estrutura metálica esférica rolar por cima de uma frota inimiga e só parar ao destruir um posto de gasolina não tem preço. Pense porquê um GTA e um Metal Gear Solid V: The Phantom Pain onde tudo pode – e deve – ser destruído, com uma boa ração de testosterona a la Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Jason Statham e Jean-Claude Van Damme. Jocoso, não? Pois é. Just Cause 3 coloca isso em prática.

Com informações de (Manadeira):Modo Arcade