Fintechs brasileiras receberam U$ 1,6 bi em 2019
A retomada da economia brasileira ainda não é a esperada, visto o desenvolvimento de somente 1,1% do Resultado Interno Bruto (PIB) em 2019. Porém, o setor de tecnologia, em privativo o ligado ao segmento financeiro, deu sinais que continuará crescendo. A prova está na soma de investimentos que as fintechs brasileiras receberam no ano pretérito. De conformidade com a Accenture, foram US$ 1,6 bilhão, montante três vezes maior no comparativo com 2018.
Esse valor foi alavancado pelos novos bancos digitais, em peculiar o Nubank e o Banco Inter. O primeiro recebeu US$ 400 milhões e o segundo, U$ 344 milhões. Os aportes colocaram o Brasil na quinta colocação entre os maiores centros de captação de fundos de fintechs do mundo.
“Apesar da possante demanda global pelas fintechs, a previsão é que com o maduração das startups os investimentos sejam direcionados cada vez mais aos países com economias em incremento, onde ainda existem diversas oportunidades para inovações no mercado de consumo e corporativo”, disse Julian Skan, diretor da prática de Financial Services da Accenture, em material da Reuters.
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Pedestal público às fintechs
Secção do cenário positivo para o desenvolvimento das fintechs brasileiras se justifica pelo esteio de entidades de classe e do poder público. O Banco Medial mantém, há dois anos, o Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (LIFT), justamente para apressar o desenvolvimento dessas startups.
Em dois anos, 38 projetos já passaram pela LIFT e 29 conseguiram terminar todo o processo. Nessa última lista está, por exemplo, a BluPay, startup que desenvolve alternativas para pagamentos on line, baseadas na tecnologia blockchain. Em dezembro, os donos da BluPay venderam 51% da empresa à multinacional Valid, que fabrica cartões bancários.
Os projetos aprovados acabam recebendo cooperação de grupos porquê IBM, Oracle, Amazon e Microsoft. São nessas empresas onde as fintechs encontram o envolvente virtual para se desenvolverem.
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