A verosimilhança de o Banco Medial Europeu (BCE) passar a enunciar o euro do dedo, porquê complemento das notas e moedas euros, é “grande”. A opinião é do professor português da London School of Economics (LSE), Ricardo Reis, economista e profissional em sistema de pagamentos.
Durante o webinar promovido pelo Banco de Portugal sobre a estratégia pátrio para os pagamentos de retalho, que se realizou na manhã desta quinta-feira, Ricardo Reis abordou o euro do dedo, dois dias depois de a Percentagem Europeia ter enviado que está a averiguar, em conjunto com o BCE, a emissão do euro do dedo enquanto complemento das soluções de pagamento em numerário.
“O euro do dedo é a versão da moeda do dedo dos bancos centrais e 80% dos bancos centrais do mundo, de entendimento com um questionário do Bank for International Settlements, estão em estudos avançados para introduzir uma forma de moeda do dedo. Estamos a falar de uma diferença que vai ocorrer com grande verosimilhança nos próximos anos”, disse o professor do LSE.
Mas de que falamos essencialmente quando falamos do euro do dedo? Ricardo Reis explicou: “estamos a falar de sinceridade do balanço do banco mediano, a muitos outros intervenientes, quiçá mesmo a todos os intervenientes da zona euro. É disso que estamos a falar”.
“Até que ponto é que todos podemos ter depósitos no banco mediano e porquê será desenhado o repositório no banco meão”, adiantou o economista.
Frisando que a grande preocupação em torno do euro do dedo é “não fazer mal ao sistema financeiro”, Ricardo Reis antecipou que esta moeda do dedo do BCE será um complemento ao numerário e não irá sentenciar a existência dos bancos comerciais tradiconais.
“Em relação à moeda física, com certeza que o euro do dedo vai ser um complemento e não um substituto”, sublinho o professor do LSE, explicando que ainda “ainda há muitas pessoas na nossa sociedade, embora uma secção ínfima dos nossos pagamentos, que preferem usar notas e moedas”.
Já em relação à carteira mercantil, Ricardo Reis frisou que não seria exequível que um banco mediano, porquê o Banco de Portugal, se tornasse responsável no atendimento ao cliente.
“Não é exequível que o Banco de Portugal tenha de repente de penetrar um enorme call center para mourejar com todas as pessoas que criam uma conta no Banco de Portugal e que se esqueceram da password da conta. De certeza que os bancos...
vão continuar”, realçou o economista.
“Por muito que haja o euro do dedo, é muito difícil confiar que o Banco de Portugal alguma vez tivesse a capacidade de oferecer esses serviços [de atendimento ao cliente] com a qualidade que os bancos comerciais fazem. Esse lado de penetrar uma conta vai provavelmente a continuar a ser desempenhado pelos bancos ” e também pelas novos concorrentes, porquê as fintech, antecipou o professor do LSE.
O euro do dedo também vai ter impacto nas criptomoedas e nas moedas estáveis. Embora ambas digitais, as criptomoedas e as moedas estáveis são diferentes. Enquanto as primeiras, porquê a Bitcoin, são ativos armarzenados de forma do dedo através da tecnologia blockchain, as segundas são moedas ligadas ao valor monetário de outras moedas, porquê por exemplo a Libra do Facebook.
Ricardo Reis considerou que, ao longo da evolução da Bitcoin — que começou porquê “um projeto tecnológico”, para passar a ser um “sonho de utopia social por secção de alguns membros da sociedade” e daí tornou-se num instrumento de criminalidade e de economia informal” —, esta criptomoeda, “embora seja referida porquê uma moeda”, nunca se tornou verdadeiramente numa moeda.
Por isso, frisou, a Bitcoin “não é relevante para o sistema de pagamentos”, ao contrário das moedas estáveis.
No entanto, estas poderão ter ‘os dias contados’, porque o euro do dedo será “um grande concorrente”, num contexto de concorrência “leal”. Isto é, se e quando emitido o euro do dedo, a regulação será “inevitável”, devido à proteção dos consumidores, fazendo com que as outras moedas estáveis percam “grande secção do seu apelo”, antecipou o professor do LSE.
O euro do dedo incrementará ainda a posição euro enquanto moeda global, reforçando assim o seu papel nas relações internacionais, que o dólar setentrião-americano “domina há muitos anos”, disse Ricardo Reis.
O economista perspectivou que a emissão do euro do dedo vai aumentar a concorrência e será vantagoso em termos de combate à exclusão financeira. Neste sentido, o euro do dedo “será muito importante na asserção do euro porquê moeda global que concorre com o dólar”, concluiu o professor do LSE.
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