É possível pensar em novas possibilidades de monetizar sua Startup?

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A monetização é questão fundamental em qualquer modelo de negócios que se aplique em uma Startup. A época em que se buscava inicialmente por base de usuários já se foi e cada vez mais esse tipo de comportamento deverá se restringir a alguns poucos modelos de negócio.

O empreendedor deve testar formatos de monetização para cada segmento de mercado que pretenda atingir e conhecer as diversas possibilidades de monetização, seus prós e contras e sua aplicação. Podemos citar as mais conhecidas:

· Venda terceirizada de anúncio publicitário (banners) CPC ou CPM. Ex.: Goodle Adsense ou mobile ad networks;

· Venda própria de anúncios publicitários próprios (banners) CPC ou CPM;

· Venda de produtos próprios ou de terceiros (e-commerce);

· Download de aplicativos (paid apps) Ex.: O desenvolvedor define o preço na hora de publicar seu app e fica com 70% do total arrecadado, enquanto a Apple ou Google Play ficam com 30%;

· In App Purchase (IAP): São os pagamentos realizados nos próprios aplicativos, ou seja, após baixados alguns aplicativos ou games oferecem funcionalidades ou conteúdo adicional por um determinado valor, o qual o usuário pode aceitar ou não. É o chamado modelo “freemium” (Free + Premium);

· Subscription: Cobrar por uma assinatura mensal, ou mensalidade, debitando um valor fixo direto no cartão de crédito do usuário. Esse modelo é utilizado com frequência por jornais e revistas digitais;

· Comissão sobre indicações e programas de afiliados em geral.

Se analisarmos a fundo o mercado de startups, veremos que a maioria esmagadora das empresas, em atividade ou formação, usa  uma ou mais vertentes de monetização entre as sete citadas acima.

É possível pensar em novas possibilidades de monetizar sua Startup? 1Não que o modelo de geração de receita esteja errado ou equivocado, no caso de startups que se utilizam dessas modalidades. Apenas representam o que já se vê há mais de dez anos na internet. Anúncios e Ads não são novidade, assim como programas de afiliados. O e-commerce se estabelece de forma mais sólida do que nunca, mas também está no ar há mais de quinze anos. Finalmente, a cobrança de assinaturas é algo que remonta a própria invenção da imprensa.

Quanto aos...

aplicativos, tanto no caso de apps pagos em seu download como para aqueles que cobram pelo “desbloqueio” de conteúdo ou funcionalidades, há pouca revolução em relação ao modelo vigente, a não ser a questão do conceito freemium.

Tendo tudo isso em vista, é possível pensar em novas estratégias de monetização para empreendimentos digitais?

Do cotidiano para o online
Há uma infinidade de modelos de geração de receita bem-sucedidos no mundo, e muitos deles não eram viáveis ou aplicáveis a empreendimentos online até bem pouco tempo atrás. Hoje, isso não é uma verdade – a tecnologia e o amplo acesso à internet permitem que praticamente qualquer estratégia antes restrita ao meio ‘off-line’ seja implementada em empresas da rede.

Além disso, problemas que há muito já foram solucionados no mundo ‘off-line’ começam a aparecer no meio digital.

Vamos pensar em alguns deles:

· Certificações e atestados – o universo digital está repleto de fraudes e contos do vigário. Não apenas por questões de segurança, mas principalmente para estreitar relacionamentos, certificações e atestados serão cada vez mais requeridos no meio online. Pense, por exemplo, em diploma e atestados (ou badges) sendo fornecidas pelas centenas de startups e e-learning e educação na internet. Usuários certamente pagariam para manter em seus currículos e perfis certificados de conclusão e habilitação nos milhões de cursos, web-aulas e seminários digitais que hoje proliferam pela internet;

· Atendimento ‘humano’ – a automatização tem suas vantagens, e não são poucas, mas sempre haverá um tipo específico de cliente que irá preferir desembolsar mais para ter um atendimento à moda antiga. Isso não vale apenas para pós-vendas e irritantes assistências de telemarketing, mas também para dar instruções em relação ao uso de uma plataforma, instalação de softwares e componentes, dúvidas e até mesmo, extrapolando o que conhecemos como atendimento, companheiros de partidas em jogos on-line, aluguel de atores para produções de vídeo digitais, entre outros;

· Consultoria – atualmente, o perfil de manipulação de dados que cerca o modelo de praticamente qualquer startup gera dados importantes, que possam ser dirigidos à produção de relatórios e possíveis consultorias. Empresas de todos os segmentos hoje pagam fortunas a firmas de consultoria e análise de mercado que precisam criar todo um ambiente e mailing de pesquisa e catalogação de dados. Para muitas startups, esse ambiente vem pronto.

Fonte:Startuplace