Traseira do smartphone Moto G8. Crédito: Guilherme Tagiaroli/Gizmodo Brasil
A pandemia do coronavírus começou a afetar o Brasil em março. Mesmo assim, a crise de saúde influenciou consideravelmente o mercado de smartphones no primeiro trimestre deste ano. Talvez o número que mais chame a atenção seja o preço médio dos aparelhos. Influenciado pela subida do dólar, ele teve desenvolvimento de 15,11%, chegando a R$ 1.473.
Segundo o relatório da consultoria IDC Brasil, a grande maioria dos aparelhos vendidos fica na categoria que eles chamam de “intermediário premium”, ou dispositivos que têm preço que variam entre R$ 1.000 e R$ 1.999. Alguns exemplos dessa categoria são os dispositivos da risco Moto G, da Motorola; risca K, da LG e alguns da risca Galaxy A, da Samsung.
Esta ramificação de aparelhos “intermediários premium” representou um volume de vendas de 5,1 milhões de unidades durante o período, representando uma subida de 53% comparado ao mesmo período de 2018. Já a categoria premium, que tem preço entre R$ 2.000 e R$ 2.999, contabilizou 1,2 milhão. Durante o trimestre, foram comercializados no totalidade 9,8 milhões de smartphones.
Se não ficou evidente, as marcas esperam que o grosso das vendas seja mesmo nessa risco de “intermediários premium” — isso, de alguma forma, explica o investimento da Motorola neste ramo nos últimos...
anos, com as distintas variações de smartphones Moto G, por exemplo. Só nesta semana que a marca voltou ao mercado dos aparelhos premium com a risca Moto Edge.
Efeitos da pandemia
A pandemia foi mostrando aos poucos os seus efeitos no ramo de smartphones. Em janeiro, quando havia predominância de casos na China, o mercado fechou com subida de 14%. No mês seguinte, houve queda de 4% e em março, com a quarentena e o fechamento de negócio, a redução de vendas foi de 27%.
“Os fabricantes que não dependem de componentes fabricados na China não foram tão afetados com o lockdown em Wuhan, epicentro da doença, e equilibraram melhor o seu estoque. Já aqueles que possuem uma submissão maior dos componentes produzidos na China foram impactados e os efeitos chegaram ao varejo”, informa Renato Meireles, crítico de pesquisa e consultoria em Consumer Devices da IDC Brasil, em enviado à prelo.
Indo para o mercado cinza, constituído basicamente por importados, a consultoria constatou um grande aumento na venda desses aparelhos. Foram vendidos 1,1 milhão de unidades de janeiro a março, apresentando uma subida de 135%. O provável motivo para a subida foram os lançamentos mundiais feitos por companhias chinesas. Na sequência, com o fechamento de fábricas na China, houve queda no provimento de vendas.
Neste período, houve também uma queda de 10% no preço dos smartphones do mercado cinza.
A consultoria ainda não fechou as análises do segundo trimestre, porém a expectativa é de uma redução ainda maior na venda do mercado de smartphones, já que o negócio físico ficou fechado durante o período. Quanto ao mercado cinza, a tendência é de preços ainda maiores para smartphones importados, já que o dólar continuou com cotação subida em relação ao real.