Design thinking
Vivemos tempos acelerados, sempre correndo atrás da Ideia Genial. Mas parece que as descobertas ao acaso, os insights definitivos e outras eurekas são coisas do passado. Já não temos tempo de ficar sentados embaixo da macieira, esperando o grande clique.
Por essas e por outras que gostei de um livro que recebi aqui dia desses. Chama-se “Design thinking – Inovação em negócios”. Parte da ideia de que existe, sim, uma metodologia para chegarmos à tal da inovação – essa palavrinha que anda tão em moda.
Daí que Design Thinking adota a metodologia tradicionalmente usada no design para buscar novas soluções. Muito resumidamente, a gente pode dizer que o processo ocorre em três grandes etapas.
A primeira seria a imersão nos problemas. Implica a observação dos profissionais dentro do seu ambiente. É uma espécie de pesquisa antropológica. É ali, metido na empresa que está em busca de soluções, que os analistas podem perceber “detalhes” que não costumam aparecer nos questionários corporativos tradicionais. Para isso, você precisa de alguém de fora para observar o que está acontecendo e enquadrar o problema sob novos ângulos. É um olhar clínico, não envolvido emocionalmente com a causa em questão. Faz diferença.
A partir daí é que começam a ser geradas as sugestões, os caminhos que podem gerar novas ideias, soluções interessantes. É o momento criativo, espécie de delírio coletivo – que ganha muito quando a equipe de trabalho é multidisciplinar. Bem sacado. Como se sabe há muito tempo, a mistura de experiências costuma dar samba.
A terceira fase, que surge quando o tal “insight coletivo” é aprovado, implica experimentação. É um balão de ensaio em que a Grande Solução é testada, a ver se sua aplicação em larga escala vai resistir à vida real. Até porque, como sabemos, grandes ideias podem se mostrar inviáveis financeiramente, por exemplo.
Muito basicamente, é disso que trata o design thinking. Segundo o livro, é essa metodologia usada em projetos de design. Então tá.
O livro também mostra que inovação não significa necessariamente o uso da melhor tecnologia, mas o uso de tecnologia – já existente ou não – para atender a necessidades humanas. Pouca gente se liga nisso.
Enfim, a conversa vai nessa linha, e não deixa de ser uma sugestão de leitura para o fim de semana. Sobretudo se você estiver buscando novos caminhos para antigos ideais. Se é que você me entende.
Em tempo: “Design thinking” pode ser baixado aqui.
Fonte:Conexão