Descomplica recebe aporte de R$450 milhões em rodada de investimento
A edtech brasileira Descomplica, famosa pelas aulas online para o vestibular, atraiu novos investidores de peso. A empresa anunciou ter recebido um aporte de 450 milhões de reais – muro de 84 milhões de dólares – em uma rodada série E liderada pelos fundos americanos SoftBank (Gympass, Creditas) e Invus Opportunities, que já havia investido na empresa em 2018.
O aporte, que é considerado o maior já feito em uma startup de ensino na América Latina, vai permitir que a empresa invista em três frentes: na Faculdade Descomplica, no desenvolvimento tecnológico e na compra de outras empresas. Até, logo, a startup tinha captado 32 milhões de dólares.
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Participaram também da rodada o Valor Capital Group (que já investia no negócio), a Península Participações (do empresário Abílio Diniz), e a Chan Zuckerberg Initiative (empresa do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e de sua esposa, Priscilla Chan). Até mesmo o The Edge, o guitarrista da margem de rock U2, decidiu entrar na rodada em seguida saber Marco Fisbhen, fundador e presidente do Descomplica, no ano pretérito.
“Queremos edificar a maior faculdade do Brasil, chegando rapidamente a um milhão de alunos no padrão 100% do dedo. Oferecemos modelos inovadores e capazes de inserir o aluno diretamente no mercado de trabalho”, diz Marco Fisbhen, CEO do Descomplica.
“Nossa pedagogia do dedo é totalmente habilitada por tecnologia. Durante todas as aulas, nossos estudantes reagem em tempo real ao teor e recebem materiais apropriados, de convénio com os seus sentimentos e nível de compreensão da material. Essa é somente a ponta do iceberg e, ao operar na fronteira entre tecnologia, ensino e mídia, somos muito orgulhosos do nosso propósito, de que aprender é realmente pra todo mundo, independente das realidades socioeconômicas de cada um”, completa Fisbhen.
O Descomplica começou a partir de uma teoria despretensiosa de Fisbhen, um professor de física oriundo do Rio de Janeiro que queria fazer suas explicações chegarem a alunos do país todo. No prelúdios, lá em 2010, eram vídeos curtos, focados em estudantes que iam prestar vestibular.
Com o sucesso, em 2012, o professor decidiu cobrar uma assinatura dos estudantes, em um padrão parecido com o da Netflix. De lá para cá, o negócio cresceu e hoje chega a respeito de 5 milhões de alunos mensalmente pela sua plataforma e nas redes sociais.
No ano pretérito, a empresa deixou de ser somente uma plataforma para ajudar os estudantes a passar no vestibular e se tornou também uma faculdade do dedo. Em agosto de 2020, com nota máxima no Ministério de Ensino, o Descomplica abriu 1.200 vagas para quatro cursos: pedagogia, gestão, contabilidade e gestão de pessoas.
A graduação é a principal aposta para o horizonte. Porquê os cursos têm duração longa, de pelo menos quatro anos, e a mensalidade pelo menos cinco vezes mais face que a do cursinho, eles podem se tornar uma importante manancial de receita do negócio nos próximos anos.
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