Descomplica e QueroEducação investem para deixar ensino mais do dedo – Link


Em tempos de coronavírus, muito tem se falado sobre o potencial do ensino a intervalo (EAD) – enfim, ele possibilita que o aprendizagem continue quando o aluno não pode transpor de lar. Por outro lado, um debate muito presente nessa dimensão diz reverência sobre a eficiência desse tipo de atividade, que, frequentemente, não passa da transmissão de aulas filmadas, pela internet, sem nenhuma adaptação para o envolvente do dedo. Uma das principais startups de ensino do País (ou “edtech”, no jargão do setor), conhecida por atividades de reforço para Enem e vestibulares, a Descomplica está tentando mudar essa situação no mundo dos cursos de graduação. 

Fundada em 2012 pelo professor de Física Marco Fisbhen, a startup tem 5 milhões de usuários – muitos deles pagam R$ 20 por mês para ter aproximação aos conteúdos de preparação para os exames de ingresso numa faculdade. Agora, a empresa está investindo R$ 55 milhões para lançar a Faculdade Descomplica, novidade repartição da empresa que vai oferecer quatro cursos neste segundo semestre: Gestão, Ciências Contábeis, Recursos Humanos e Pedagogia. 

Marco Fisbhen: investimento de R$ 55 mi e vídeos curtos para a Faculdade Descomplica

Já aprovados pelo Ministério da Ensino (MEC), os cursos serão quase 100% online – a exceção fica por conta de algumas avaliações, que terão de ser presenciais por exigência do MEC. Já as aulas não terão a duração de uma ou duas horas, mas serão divididas em pequenos vídeos para invocar a atenção do aluno. 

“Os cursos de EAD hoje tem aulas de uma hora e meia, duas horas, que distraem o estudante. Nossas aulas serão de cinco minutos, com teor. As disciplinas serão todas divididas em microaprendizados”, explica Daniel Pedrino, diretor da Faculdade Descomplica. Ao término de um grupo de cinco vídeos, o aluno faz uma pequena avaliação para recapitular o que aprendeu e pode também participar de um fórum com os colegas. “Com vídeos mais curtos, dá para o aluno testemunhar pelo celular e não permanecer desconfortável.” 

Certificados

Para ajudar na inserção dos alunos no mercado de trabalho, os cursos também ganharam uma novidade organização interna. “Em vez de organizarmos os cursos por semestre, estamos dividindo por temas. No curso de Recursos Humanos, por exemplo, haverá uma vertical de recrutamento e seleção, outra de teoria organizacional”, explica Pedrino. A teoria é que o aluno se especialize em um objecto por vez. “Quando se sabe o que está aprendendo dentro de um tema, há mais vontade de aprender.” Aliás, a cada tema aprendido, o aluno recebe um certificado intermediário, que pode apresentar a um provável empregador mostrando que ele já domina o matéria. 

Com mensalidades que vão de R$ 199 a R$ 219 e duração de dois a quatro anos, os cursos começarão em agosto. Os alunos que forem aprovados agora, porém, poderão estrear a testemunhar às aulas já neste mês de abril. “No momento em que estamos vivendo, com o coronavírus, a ensino online já não é mais o horizonte, é o presente”, diz Fisbhen, presidente executivo da Descomplica. Por uma exigência regulatória, os cursos terão exclusivamente 300 vagas cada, mas a meta da startup é expandir isso nas próximas temporadas. 

A oferta de cursos também será maior no horizonte – a empresa projeta muro de 20 graduações a mais em 2021, incluindo áreas porquê Engenharia. “Para os cursos que precisarem de aulas em laboratório, vamos gerar uma plataforma que o aluno poderá mandar os comandos da sua moradia e ver um robô fazendo as atividades fisicamente, na nossa sede”, prevê Pedrino. Para dar conta dessa estrutura, a empresa pretende fazer um bom número de contratações, saltando de uma equipe de 120 pessoas na Faculdade Descomplicada para muro de 300 – entre as vagas, haverá espaço para desenvolvedores, roteiristas, professores e produtores de vídeo. Já a Descomplica, ao todo, tem 320 funcionários hoje. 

Para Arthur Garrutti, executivo da dimensão de startups da empresa de inovação Ace, a Faculdade Descomplica chega em boa hora. “Existe um grupo ávido por esse tipo de resultado”, diz. Já Amure Pinho, presidente da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o grande trunfo da empresa é ter conhecimento de tecnologia, mas também profissionais que vieram das salas de lição. “O Descomplica vai conseguir usar muito possante dados, lucidez sintético e outras tecnologias para concordar o aprendizagem. É um diferencial”, afirma. Na visão dele, a diferença de preço entre o valor do reforço para vestibulares e da faculdade não é um problema. “O aluno vê as duas coisas de forma dissemelhante.” 

Vestibular do dedo

Quem também está de olho em porquê ajudar alunos em meio ao coronavírus é a QueroEducação, de São José dos Campos. Dona de um sistema que ajuda estudantes a conseguirem descontos em uma rede de 1,3 milénio faculdades parceiras em todo o País, a empresa lançou uma espécie de “seguro-desemprego” para quem não conseguir remunerar o boleto da faculdade por não ter renda durante a crise da covid-19. 

André Narciso, presidente executivo da QueroEducação: 1,3 milénio faculdades parceiras

A empresa também estendeu às faculdades parceiras dois programas que antes estavam disponíveis somente para os alunos que usavam seus serviços: vestibulares e matrículas totalmente digitais. “Sabemos que as instituições terão problemas e é bom ajudá-las”, afirma André Narciso, presidente executivo da QueroEducação. 

Outra instrumento que a empresa lançou mão é a utilização de seu meio de atendimento aos alunos para orientá-los sobre atividades acadêmicas – divulgando se há interrupção de aulas ou substituição por atividades online, por exemplo. “Criamos até um sistema para que os atendentes possam trabalhar de morada, falando com os alunos sem se transladar até a empresa”, diz Narciso, que tem liderado a expansão da startup – nos últimos anos, a Quero saltou de 350 para muro de 550 pessoas. 

Para Garrutti, da Ace, o impacto da QueroEducação irá além da estação da pandemia. “Ela vai conseguir surfar nas plataformas físicas e vai ajudar empresas tradicionais a migrarem para o mundo do dedo, além de gerar indicações para as parcerias”, afirma. “É uma grande oportunidade.” 





Fonte