Depois do Twitter, o tratado com o Facebook. Onde a IBM quer chegar?

“A era do marketing de produtos de tamanho está chegando ao término”, sentencia reportagem recente do Wall Street Journal, informando que, no horizonte, os anunciantes identificarão as necessidades dos consumidores no momento exato de ofertar a eles, em tempo real, os produtos e serviços que desejam e procuram.

Difícil imaginar que esse horizonte esteja muito distante, diante, esta semana, do pregão de parceria da IBM com o Facebook.

A teoria da parceria é  combinar dados que as empresas têm sobre os clientes – comportamento de compra, respostas às campanhas de e-mail marketing e interações no  call center e outros pontos de contato direto – com dados de Facebook, incluindo gostos, comentários e reclamações.  Dar aos anunciantes uma melhor noção do que as pessoas pensam sobre seus produtos, assim porquê revelar o perfil de grupos de usuários  interessados em comprá-los.

Difícil não lembrar também dos recentes acordos da IBM com o Twitter e do Facebook com a DataSift, rival histórica da IBM em mensuração do marketing social.

E aí algumas perguntas se impõem: No que a confederação IBM/Facebook se assemelha às parcerias anteriormente firmadas com o microblog e a empresa de estudo de dados? No que difere?


Em relação à DataSift, o convénio com o Facebook revela que a IBM não só entendeu e assimilou o recado da concorrente _ que há alguns anos a acusou de não ter entendido que a mídia social está mais relacionada à construção do conhecimento da marca (awareness) e de uma comunidade em torno da marca, do que sobre transações e conversões _ porquê foi além.

Assim porquê a estudo de dados que a DataSift fornece usando os Topic Data do Facebook, a estudo de dados da IBM será usada para ajudar grandes marcas a encontrarem e se comunicarem mais facilmente com o público-branco no Facebook. Mas enquanto a DataSift exclusivamente permite que as marcas consultem e analisem os chamados Topic Data do Facebook para tomarem decisões da partir dessas análises, a IBM permitirá aos seus clientes combinar a tamanho de dados anônimos e os recursos publicitários do Facebook (porquê o ‘Custom Audience) com o portfólio de automação de marketing, de estudo de soluções e de segmentação da Big Blue, acompanhando o comportamento do consumidor em vários momentos, dispositivos e aplicações.

“S foco é proporcionar melhores experiências multicanal para os consumidores”, afirma Maurício Sucasas, Diretor de IBM Commerce.

Em resumo, a integração com o Facebook, já realizada e em funcionamento, é a mais recente soma à plataforma ExperienceOne, da IBM, lançada no ano pretérito, que, essencialmente, une aquisições da empresa (as ferramentas da Silverpop, Tealeaf, Unica, Sterling Commerce e Xtify) com parceiros porquê a Coremetrics, adicionado ao IBM Journey Analytics.

De conciliação com a IBM, ao combinarem a tecnologia publicitária do Facebook com o ‘Journey Analytics’, as marcas conseguirão instaurar, com maior exatidão, que grupos de consumidores estão entre os 1,44 milénio milhões de usuários ativos da rede social e estabelecer correlações entre os seus interesses e interações em múltiplos canais. Esta informação, acessada através da solução ‘Journey Designer’, ajudará as marcas no desenvolvimento e gestão de campanhas mais interessantes, tanto no Facebook porquê em outros pontos de contato com o consumidor, em outras mídias. Campanhas essas que voltarão a ter seus resultados avaliados pelo ‘Journey Analytics’, fechando o ciclo.

Trocando em miúdos, em pouco tempo os profissionais de marketing poderão ter informações mais precisas e úteis de clientes atuais e clientes em potencial e estruturar melhor suas campanhas dentro e fora do Facebook.

Já em relação do Twitter, segundo Sucasas, a parceria com o Facebook difere em relação aos insights gerados. “Com o Twitter, analisamos uma tamanho maior de dados para gerar uma espécie de radar de lucidez de mercado, saber a opinião das pessoas sobre determinados assuntos. A parceria com o Facebook é mais profunda. Revela comportamentos, preferências”, explica o executivo.

Onde a IBM quer chegar?
G inegável que a IBM tem grandes sonhos na dimensão de marketing do dedo.

Além de todas as parcerias e aquisições já citadas, a companhia anunciou recentemente a geração do IBM Commerce THINKLab, um laboratório de pesquisa e interação, projetado para apressar inovações que atendam às necessidades específicas de clientes IBM.

“A intenção é que os clientes procurem a IBM com um case ou um duelo de negócio e que a IBM reúna no THINKLab pesquisadores, especialistas de mercado, cientistas de dados, engenheiros de produção, representantes do cliente e consultores, para tentar resolver a questão, aplicando nossa metodologia de design thinking”, explica Sucasas. “S foco de todas essas iniciativa é o CMO”, completa o executivo.

No THINKLab, equipes multidisciplinares trabalham lado a lado para estudar conjuntos de dados, realizar pesquisas de usuário, traçar abordagens e testá-las no mercado.

S feedback do mercado em tempo real permite que as equipes possam explorar e combinar novas tecnologias em uma única solução integrada abordando o duelo do cliente, de modo a gerar valor subitâneo para o seu negócio.

Segundo Sucasas, qualquer cliente IBM interessado em resolver problemas de negócio pode recorrer ao THINKLab, inclusive os clientes brasileiros  dos setores mais impactados por mudanças na relação direta com os consumidores, porquê telecom, serviços financeiros, varejo, e-commerce.

Facebook também ganha
Como fruto da parceria recém assinada, a IBM anunciou ainda que o Facebook será a primeira empresa a aderir ao novo IBM Commerce THINKLab. As empresas trabalharão diretamente com as marcas para correr o desenvolvimento de novas tecnologias destinadas a personalizar a experiência do consumidor.

“A nossa parceria com a IBM ajudará marcas líderes a obterem um nível de personalização em graduação, recorrendo à nuvem de marketing para encontrar e envolver o seu público-escopo no Facebook, assim porquê solucionar os seus desafios mais complicados, em interação com o THINKLab da IBM”, explica Blake Chandlee, vice-presidente de parcerias do Facebook.

Analistas de mercado acreditam ainda que o Facebook tem muito a lucrar ao fornecer anúncios mais relevantes aos usuários. De inesperado, isso poderá ajudá-lo a ampliar a rentabilidade dos anúncios.

Fonte:Circuito De Luca