Dê a volta ao mundo junto com a família Schurmann

“Nós temos uma oportunidade única nessa expedição de estarmos levando pessoas virtualmente junto conosco, graças ao avanço das tecnologias de comunicação que temos a bordo do veleiro Kat”, disse David Schurmann, chefe da equipe de terra, no início da coletiva de imprensa realizada nesse domingo, 21 de setembro, data da partida da “Expedição Oriente”, mote da terceira volta ao mundo da família.

Essa será a mais conectada das aventuras dos Schurmann. E a primeira transmídia. Em todo o mundo, pessoas poderão acompanhar detalhes da viagem e interagir com os tripulantes do Kat através do site “Expedição Oriente”, de um game com o mesmo nome e de um APP que, além de muita informação, permitirá conhecer detalhes da embarcação de 80 pés, em 3D, passear por sua área interna e passar por experiências como acionar a quilha, levantar e abaixar as velas, ativar e desativar os equipamentos de captação de energia renovável. Site e game já estão no ar, mas o APP só estará disponível nas próximas semanas, para as plataformas iOS e Android.

Além disso, fan pages da expedição e de alguns fornecedores, como a Camil, a Coqueiro e a União, responsáveis pelo abastecimento de gêneros alimentícios, contarão a história da viagem através de diferentes fios condutores, como o carinho, no caso da fan page do açúcar usado nos bolos que Heloísa oferecerá aos residentes em cada local por onde a expedição passar, a cultura Chinesa e os hábitos de consumo do arroz e releituras da refeição tradicional preparada pelo comandante na chegada em cada porto, o macarrão com atum.

Desta vez, os Schurmann percorrerão cerca de 30 mil milhas, passando por quatro oceanos, 50 portos em 29 países distribuídos em cinco continentes. Tudo isso em apenas dois anos. Em dezembro de 2106 o Kat deverá estar de vilta ao Porto de Itajaí, em Santa Catarina.

A comunicação
“O tamanho do barco nos permitiu instalar uma antena de transmissão via satélite maior”, conta David. “Na última volta ao mundo nós transmitíamos dados a 9,6 Kbps. Nessa nós estamos batendo quase 600 Kbps, o que a gente já considera uma banda larga dentro do barco”. O sistema usado é o do Smart Sat, que permite comunicação por voz e dados em todo o mundo, incluindo as regiões mais remotas. “Lógico que a comunicação de dados é controlada, porque a cobrança é feita por pacote de dados. Então ninguém pode ficar navegando na internet o tempo todo”, brinca David.

A antena fica localizada na popa do barco, em uma redoma que lembra um cogumelo gigante, com o logotipo da expedição (foto abaixo). Ali dentro está devidamente protegida. “Decidimos pelo Smart Sat por ser o sistema mais estável para comunicações no mar, onde enfrentamos condições adversas que muitas vezes prejudicam a recepção do sinal do satélite. Não importa quanto o barco está mexendo, a antena tranca no satélite ao encontrar o sinal e sustenta a comunicação em deslocamento, mantendo a comunicação o tempo todo”, explica David.


Por essa antena, o site receberá fotos captadas a cada cinco minutos por câmeras instaladas no barco. “Então as pessoas terão condições de acompanhar o que está acontecendo. Não vai ser um Big Brother. Não é essa a ideia. Mas manter os visitantes do site permanentemente atualizados”, diz David.

Por essa mesma conexão, a equipe do Instituto Oceanográfico da USP e do Cenpes (Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello), da Petrobras, receberá parte do dados do monitoramento da qualidade da água do mar, captada pelo veleiro Kat por um sistema especialmente projeto para a pesquisa. “Uma abertura no casco do veleiro coleta a água que é bombeada de hora em hora para uma tanque que faz a concentração das partículas e micro-organismos em suspensão na água. Nesse tanque, um conjunto de sensores mede os parâmetros oceanográficos e uma câmera de altíssima resolução (quase um pequeno microscópio) fotografa os micro-organismos encontrados.

Diariamente, dados sintetizados, como salinidade, temperatura, clorofila e algumas imagens selecionadas e devidamente comprimidas, serão transmitidas para o pessoal da USP em terra. De tempos em tempos (a cada um mês e meio, mais ou menos, segundo os planos), uma equipe de pesquisadores irá a bordo, em portos onde o veleiro estiver, para trocar as unidades de armazenamento, de 12 terabytes.

Jogue e concorra a uma visita ao Schurmann na Ilha de Páscoa
Desafios e recompensas incorporados ao dia a dia da tripulação a bordo é o que aguarda os participantes do game “Expedição Oriente”.

O desempenho no mar digital dará aos jogadores prêmios no mundo real. Entre os tesouros reservados está uma viagem à Ilha de Páscoa, onde o vencedor encontrará a família Schurmann e velejará a bordo de Kat; souvenirs e relíquias adquiridas em diversos pontos da rota da Expedição Oriente estão reservados especialmente para os gamers, e até a presença VIP nos festejos que marcarão o retorno dos Schurmann, em setembro de 2016.

Cada jogador terá a própria embarcação para navegar. Como a rota da expedição foi planejada a partir das polêmicas teorias que colocam os chineses como os primeiros grandes navegadores (e descobridores) do mundo, cada participante do game começa como capitão de uma antiga embarcação chinesa, podendo transformá-la em um veleiro moderno e sustentável como o novo Kat, dependendo do seu desempenho em cada etapa.

“Estamos desenvolvendo o jogo há dois anos”, comenta Ludmilla Rossi, da desenvolvedora Mukutu. “Ele não chega a ser um advergame, embora conte com três capítulos representando os três pilares da expedição e seus respectivos patrocinadores”, explica.

São eles, sustentabilidade (com conteúdos da Solvi), segurança (HDI Seguros) e educação/cultura (Estácio). Os desafios propostos em cada um deles renderão vidas e pontos extras aos jogadores, ferramentas, etc.

Toda a dinâmica do jogo acontecerá de acordo com a própria aventura dos Schurmann nos mares do planeta. Os participantes acompanharão cada trecho da Expedição Oriente, que será a fonte de inspiração para as perguntas e os desafios dos patrocinadores. Inicialmente serão 11 (onze) trechos representando os locais a serem visitados pela Família Schurmann durante a Expedição Oriente. Planejamento será fundamental para não abandonar a expedição no meio.

Vale ressaltar também que cada jogador poderá contar com uma tripulação de até duas pessoas.

Os únicos requisitos técnicos obrigatórios para jogar são ter um dispositivo com acesso à Internet e, no caso de usuários de computadores, o plugin Adobe Flash Player em funcionamento, sendo ainda recomendada – mas não necessária – a utilização de um dos seguintes navegadores (browsers):

Em desktops (Windows e OS X)

– Google Chrome 31.0.1650.63 ou superior
– Firefox 25.0.1 ou superior
– Safari 6.0.3 ou superior
– Opera 18.0.1284 ou superior
– Internet Explorer 8 ou superior

Em mobile (iOS, Android e Windows Phone)

– Safari Mobile iOS 6 ou superior (iPhone e iPad)
– Navegador padrão Android 4.0 ou superior
– Chrome Mobile Android 4.0 ou superior
– Internet Explorer 10 para Windows Phone 8 ou superior

Atualização do site e das redes sociais
Pela primeira vez a tripulação do veleiro conta com profissionais de mídia, incluindo um cinegrafista e um editor de conteúdos para internet entre os 12 tripulantes.

Eles serão responsáveis pela geração de imagens e informações que alimentarão o site em quatro idiomas, incluindo o Mandarim. A expectativa é de que muitas escolas possam usar esse conteúdo, bem como o educacional, das aulas de matemática com base nos conceitos da vela, aulas de história, conceitos de reciclagem, etc.

Vídeos e outros conteúdos maiores serão repassados para as equipes em terra na chegada em cada porto, para economizar bytes e também energia.

Todas as emoções serão transmitidas diariamente pelo site do projeto, além das páginas oficiais – em português – nas redes sociais Facebook, Twitter, YouTube e Instagram.

Para garantir a alimentação dos equipamentos de comunicação e geração de conteúdo, bem como o de todos os eletrodomésticos e da iluminação do do Kat, os Schurmann apostaram em várias fontes de geração de energia renovável: água, vento, sol e até a energia dos tripulantes, através do uso de duas bicicletas ergométricas, serão responsáveis por manter um banco de baterias de permanentemente carregado.

“Além das lâmpadas, ele abastece todo o eletrônico e a geladeira”, explica o capitão Vilfredo Schurmann. Dois hidrogeradores a 8 nós de velocidade são suficientes para carregar uma bateria de 100 ampères por hora, segundo ele.

As fontes renováveis serão responsáveis por suprir 40% de todo consumo de energia da expedição. “Só usaremos geradores para atividades de grande consumo, como a alimentação dos compressores durante os mergulhos”, comenta David. “Diminuir 40% de geração de emissão na atmosfera já é uma grande coisa”, completa.

Fonte:Circuito De Luca