Cientistas de Harvard encontram buracos negros que podem se fundir – 11/02/2020
Astrofísicos da Universidade de Harvard e do Instituto Smithsonian encontraram um objeto constituído por dois buracos negros que podem se fundir.
Segundo os especialistas, caso aconteça a fusão, poderemos entender melhor o que acontece quando duas galáxias se juntam.
Pelo estudo divulgado no Scientific American, os buracos negros estão “prestes” a se fundir — o que significa, em graduação galáctica, pelos próximos 100 milénio anos.
A maioria das galáxias possui em seu meio um buraco preto, que “brilha” no espectro de relâmpago-x, por isso consegue ser detectado.
Em 2017, os pesquisadores Daniel D’Orazio e Rosanne Di Stefano encontraram uma espécie de pico de raios-x, com um buraco preto orbitando ao volta do outro.
Em outubro do ano pretérito, os astrofísicos encontram um Núcleo Galáctico Ativo (AGN) batizado de Spikey, com um pico irregular.
Caso isso se repita em 2020, será a prova que os buracos negros estão prestes a se fundir.
O evento poderia ajudar os especialistas a resolver o Problema do Último Parsec, que zero mais é do que, quando duas galáxias colidem, os buracos negros gigantescos que ficam no meio são atraídos para a região meão da novidade galáxia formada.
Os especialistas observam que quando galáxias estão perto de se fundirem, os buracos negros novos podem ser uma consequência da fusão de buracos negros menores ou logo buracos negros orbitando perto (na medida parsec, murado de 3,26 anos-luz) um do outro.
Porém, a questão é que quando eles estão muro de um parsec um do outro, a força gravitacional não é suficiente para que haja a união, sendo necessário uma “ajuda” final, que pode ser de um fluxo de material.
“Não temos uma boa compreensão do que acontece nesse parsec final”, diz Matthew Graham, cosmologista do Instituto de Tecnologia da Califórnia. “Temos um entendimento teórico, mas não temos boas evidências observacionais para confrontar com a teoria”.