Brasil é um dos 79 países, entre 189, com mais de 50% da população com ingressão à Internet
Sabe aquela velha história do copo meio pleno e meio vazio? Pois ela se aplica muito muito aos resultados de ingressão à margem larga no mundo, divulgados hoje em Genebra pela Comissão de Banda Larga pelo Desenvolvimento, da Organização da Nações Unidas, com base na edição 2015 do relatório State of Broadband, da União Internacional de Telecomunicações.
As más notícias são as que 57% da população mundial (equivalentes a 3,2 bilhões de pessoas) ainda permanecerão sem aproximação à Internet até o término deste ano e o ritmo de incremento da margem larga no mundo continua aquém dos dois dígitos (desde 2012). Foi de 8,6% em 2014 e será de 8,1% em 2015. Continuando travada assim, dificilmente os países membros atingirão o compromisso fixado pela ONU de conectar 60% da população (segundo projeções, 4 bilhões de pessoas) em 2020.
S grande duelo para conectar a outra metade da população mundial é gigantesco, porque estamos falando da obrigação de levar infraestrutura de telecomunicações a locais onde hoje ela praticamente inexiste, ou carece de viabilidade econômica.
Enquanto o aproximação à Internet está se aproximando de níveis de saturação no mundo desenvolvido, nos países em desenvolvimento ele está alcançável para somente 35% das pessoas, em média. Segundo a UIT, há somente 79 países no mundo, entre os 189 participantes do estudo anual sobre margem larga, onde mais da metade da população já está online.
A boa notícia, para os gostam de olhar o copo sempre meio pleno, é que o Brasil está no grupo dos 79 países privilegiados.
S relatório da ONU traz o melhor indicador já divulgado até hoje sobre a população brasileira com aproximação à Internet: 57,6% dos brasileiros ao final de 2014.
Dados da pesquisa TIC Domicílios, divulgados na semana passada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet e tidos porquê oficiais, apontam 55% da população brasileira com qualquer tipo de aproximação à Internet em 2014.
Estranhei a diferença. A UIT não usa os dados do CETIC.br? Sim. Fabio Senne, coordenador de projetos e pesquisas do meio, acredita que já que os indicadores da TIC Domicílios não estavam disponíveis, a equipe da UIT tenha estimado o desenvolvimento do Brasil com base nos indicadores históricos dos últimos cinco anos. De 2012 para cá, o país tem desenvolvido entre 2 a 3 pontos percentuais por ano (de 46% da população com aproximação em 2012, para 55% nascente ano). S maior impulso foi em 2011:, quando registramos prolongamento de 5 pontos percentuais.
A má notícia para nós é que para conectar os outros 42,4% de brasileiros sem aproximação (84 milhões de pessoas, nas contas do jornal Estado de São Paulo, primeiro a propalar o estudo) esbarramos no mesmo problema do resto do mundo: crescer em áreas sem infraestrutura, ou de infraestrutura precária.
S Plano Nacional de Banda Larga 2.0 e o projeto Amazônia Conectada, da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) com o Exército Brasileiro, são algumas iniciativas que podem ajudar. Por outro lado, o término do incentivo fiscal para smartphones pode comprometer um pouco o progressão da conexão através de dispositivos móveis.
Segundo a UIT, com relação ao ingressão à internet através do aparelho celular o Brasil vem avançando de forma impressionante: 78% dos usuários de celulares têm ingressão rápido, número que coloca o País na frente nações europeias porquê Itália, França e Alemanha. De consonância com o CETIC.br, são 76% dos usuários com aproximação à internet no país, ou quase metade (47%) dos brasileiros com idade a partir de 10 anos.
Raio x do Brasil
Uma rápida confrontação entre os dados da edição 2014 e os da edição 2015 do relatório State of Broadband, revela que o Brasil melhorou no ranking da UIT. Com 57,6% da população com ingressão à rede ao final de 2014, o país aparece no ranking 2015 na 68ª colocação mundial, entre 189 países. No relatório de 2014, ocupava a 74ª.
Se consideramos exclusivamente o ranking dos países em desenvolvimento, pulamos de 31ª posição em 2014 para a 27ª no relatório nascente ano. Entre os países latino-americanos, perdemos para Chile, Argentina e Uruguai, nessa ordem. Mas nenhum deles têm as dimensões continentais do Brasil.
S que levou o Brasil a melhorar no relatório de 2015? S progressão no prolongamento da margem larga traste. Saltamos de 37ª posição em 2014, para a 27ª posição leste ano.
Onde falhamos? No desenvolvimento do ingressão da margem larga fixa. Caímos da 73% posição em 2014 para a 76ª em 2015. E porquê a margem larga traste depende da margem larga fixa (não adianta ter um sistema traste instalado sem um backhaul adequado), é aí que temos muito o que melhorar! Muitas cidades do interno do Brasil não têm ingressão por filamento ótica, só por par de cobre.
Há muito o que fazer. No relatório de 2013 ocupávamos a 62ª colocação. Muitos países em desenvolvimento começaram a caminhar mais rápido que nós. Não podemos pisar no freio. Temos que passar, para continuar competitivos.
Fonte:Circuito De Luca