Betelgeuse é menor e mais próxima do que se pensava, mas não explodirá tão cedo

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Betelgeuse é menor e mais próxima do que se pensava, mas não explodirá tão cedo 1


A Betelgeuse, uma das estrelas mais brilhantes do firmamento noturno, chamou a atenção dos cientistas ao apresentar uma subtracção de fulgor no final de 2019. Esse comportamento poderia valer que a estrela estava avançando para os estágios finais de sua evolução e poderia explodir em uma supernova. Isso não aconteceu, e agora um novo estudo sugere que a estrela ainda tem pelo menos 100.000 anos de vida pela frente.

Há muita expectativa para que uma estrela próxima se torne uma supernova, pois levante é um evento relativamente vasqueiro. Estrelas podem resplandecer por bilhões de anos antes de entrar nos processos de degeneração (perda das qualidades de uma estrela), e nossa estadia na Terreno é bastante curta se comparada ao tempo cósmico. Presenciar uma supernova nascer desde o início seria uma oportunidade única para os cientistas saberem mais sobre nosso universo.

Por isso esperava-se que a Betelgeuse explodisse em supernova, mas no início de 2020 as análises acabaram com as esperanças dos astrônomos ao revelar que a estrela já estava recuperando seu clarão e que o comportamento estranho foi culpa de uma nuvem de poeira. Em agosto de 2020, um pouco dissemelhante aconteceu por lá novamente, mas dessa vez os cientistas concluíram que estavam detectando a própria pulsação procedente da estrela.

Agora, um novo estudo sugere que algumas coisas que sabíamos sobre ela estava incorrecto: a estrela é menor e está mais perto de nós do que se calculava anteriormente. A pesquisa também aponta que ela ainda tem muito combustível para queimar antes de entrar na período final de sua vida.

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Concepção artístico mostrando o curso da erupção de poeira da Betelgeuse, que causou a aparente subtracção de fulgor da estrela (Imagem: NASA/ESA/E. Wheatley(STScI))

O estudo foi liderado pela Dra. Meridith Joyce, da The Australian National University (ANU) e publicado no Astrophysical Journal. A equipe usou modelagem hidrodinâmica e sísmica para entender a física que conduziu as pulsações que causaram a...

subtracção do fulgor da estrela e deslindar em que tempo de sua evolução a Betelgeuse se encontra. Assim, eles descobriram que a pulsação foi causada por “ondas de pressão — essencialmente, ondas sonoras”. Eles também constataram que a estrela “está queimando hélio em seu núcleo no momento, o que significa que não está nem perto de explodir”, explicou Joyce.

Outro paisagem analisado pelo estudo foi a intervalo da estrela, o que foi melhor determinado logo que a equipe conseguiu calcular melhor o tamanho dela. O Dr. László Molnár, do Observatório Konkoly em Budapeste, explicou que o tamanho físico da Betelgeuse era um tanto misterioso até o momento, com alguns estudos sugerindo que ela seria maior do que a trajectória de Júpiter. “Nossos resultados dizem que Betelgeuse se estende somente a dois terços disso, com um relâmpago de 750 vezes o relâmpago do Sol”, afirmou Molnár.

Com o tamanho em mãos, a equipe foi capaz de medir a intervalo com mais facilidade, e concluíram que a Betelgeuse “está a exclusivamente 530 anos-luz de nós — 25% mais perto do que se pensava”. Ainda assim, é longe o suficiente para que uma eventual explosão não afete nosso planeta.

Se estes resultados estiverem corretos — e provavelmente novas pesquisas serão feitas para confirmar isso —, o estudo terá um impacto bastante positivo. Obter intervalo da Betelgeuse é alguma coisa muito difícil e conseguir fazer isso corretamente é alguma coisa impressionante. O problema com essa estrela é que seu fulgor é muito intenso para que observatórios porquê o Gaia, da ESA, possa observar, e outros métodos resultam em valores diferentes. Mas o resultado de 530 anos-luz é consistente com as medições antigas do satélite Hipparcos, por exemplo.

Isso não significa necessariamente que o estudo está correto. Os cientistas não são unânimes em muitos assuntos, e levante é um deles. Até mesmo os métodos utilizados para um estudo podem ser controversos, e debates sobre o novo trabalho devem ocorrer. Isso é bom, pois quanto mais o tema for branco de interesse e debate científico, mais chances temos de chegar a resultados mais conclusivos.

Nascente: Phys.org, Bad Astronomy

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