Em novembro de 2019, a NASA descobriu que astronautas podem ter problemas no fluxo sanguíneo se permanecerem por períodos prolongados em um envolvente de microgravidade. E parece que isso é alguma coisa com o que os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) devem mesmo se preocupar, mormente em seguida um deles ter sido diagnosticado com trombose venosa profunda (TVP) na veia jugular.
O astronauta estava realizando um ultrassom no pescoço porquê secção das pesquisas sobre porquê o fluido corporal é redistribuído no corpo humano na microgravidade. Embora ele não tenha apresentado outros sintomas, o revista mostrou nitidamente a presença de um coágulo de sangue na jugular.
A doença é potencialmente inevitável porque os coágulos podem se movimentar para pontos vitais, porquê pulmões, coração ou cérebro. E para piorar a situação dos astronautas, que estão sujeitos a esse problema, a medicina espacial ainda não conta com procedimentos para o tratamento da TVP em ambientes fora da Terreno.
Felizmente, o astronauta diagnosticado foi tratado remotamente com a ajuda do Dr. Stephan Moll, da Universidade da Carolina do Setentrião, durante um período de três meses. Embora não houvesse os medicamentos mais adequados para o tratamento a bordo da ISS, havia o anticoagulante Enoxaparin, que foi suficiente — ainda muito. Por motivos de privacidade, o nome do astronauta não foi revelado.

Moll contou que sua primeira reação quando a NASA o procurou “foi perguntar se eu poderia visitar a ISS para examinar o paciente”. A dependência espacial disse que não poderia levá-lo ao espaço com a rapidez necessária, logo o médico continuou com o processo de avaliação e tratamento remotamente. Ele prescreveu doses do anticoagulante a serem administradas por injeções por mais de 40 dias e, três dias depois esgotar o estoque, uma remessa de Apixaban, em forma de pílula, chegou à ISS, permitindo que o tratamento se estendesse a um totalidade de mais de 90 dias.
Durante esse período, o astronauta realizou mais exames de ultrassom enquanto Moll o consultava via e-mail e telefonemas. A equipe médica interrompeu as doses quatro dias antes de o astronauta entrar na envoltório Soyuz e voltar à Terreno, onde já se recuperou completamente.
A trombose é uma doença que apresenta poucos sintomas e, às vezes, nenhum. Isso preocupa o Dr. Moll porque, se todos os astronautas no espaço podem desenvolver esse quadro, porquê prevenir e minimizar os riscos? Essa é uma pergunta que a medicina espacial deve responder o quanto antes.
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