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Golpes no WhatsApp agora têm punições mais severas  

Golpes no WhatsApp agora têm punições mais severas  

O Brasil aumentou o rigor contra fraudes e golpes cometidos em meios eletrônicos, incluindo apps de mensagem porquê o WhatsApp. As penas podem chegar até 8 anos de prisão, mais multas, e ainda serem agravadas se os crimes forem praticados com o uso de servidor mantido fora do Brasil, ou ainda se a vítima for uma pessoa idosa ou vulnerável.

Publicado nesta sexta, 28, no Quotidiano Solene, a lei 14.155 altera o Código Penal brasiliano para aumentar penas porquê invasão de dispositivo, rapacidade qualificado e estelionato praticados em meio do dedo, além de crimes cometidos com o uso de informação fornecidas por alguém induzido ao erro pelas redes sociais, contatos telefônicos, mensagem ou e-mail fraudulento, destaca a entidade.

Entre ações criminosas que agora serão punidas com a lei estão as fraudes através de transações digitais, além dos golpes, porquê o da clonagem do WhatsApp, do falso funcionário de banco (quando o fraudador entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário de uma instituição financeira), e os golpes de phishing (quando criminosos tentam obter dados pessoais do usuário através de mensagens e e-mails falsos que o induzem a clicar em links suspeitos).

De autoria original do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), com texto substitutivo do deputado Vinicius Roble (Republicanos-SP), a lei estabelece que a invasão de um dispositivo eletrônico (celulares, computadores, tablets) com o objetivo de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização do usuário do dispositivo ou de instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita tem pena de reclusão que varia entre 1 ano a 4 anos de prisão, acrescida de multa. Aumenta-se a pena de um terço a dois terços se a invasão resulta prejuízo econômico.

Segundo o texto, o latrocínio mediante fraude por meio de dispositivo eletrônico, com ou sem a violação de mecanismo de segurança, ou o uso de programa malicioso, ou por qualquer outro meio fraudulento, tem pena de reclusão de 4 a 8 anos,...

acrescido de multa. A pena aumenta-se de um terço a dois terços se o transgressão for praticado com o uso de servidor mantido fora do Brasil, e de um terço ao duplo, se o delito for praticado contra idoso ou vulnerável.

A fraude cometida com a utilização de informações fornecidas pela vítima ou por terceiro induzido a erro por meio de redes sociais, contatos telefônicos ou envio de e-mail fraudulento, ou por qualquer outro meio fraudulento, tem pena de reclusão de 4 a 8 anos, acrescido de multa. Se o delito for praticado mediante o uso de servidor mantido fora do território pátrio, apena é aumentada de um terço a dois terços. No caso de transgressão cometido contra idoso ou vulnerável, a pena pode ser aumentada em um terço ao duplo.

Febraban comemora 

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) comemorou hoje a publicação da lei. Para a entidade, a tipificação do delito do dedo é um passo muito importante e necessário para coibir delitos cometidos no mundo do dedo e punir com rigor a práticas desses crimes, que levam muita dor de cabeça e causam grande prejuízo financeiro para o consumidor.

“Agora com a lei, teremos muito mais subsídios e condições legais de gerar uma punição efetiva contra os criminosos cibernéticos”, destaca em nota Isaac Sidney, presidente da Febraban.

A Febraban observa que com o uso mais intenso dos meios digitais para atividades cotidianas durante a pandemia do coronavírus, criminosos aproveitam o maior tempo online das pessoas para tentar utilizar golpes. Levantamentos mais recentes feitos pela FEBRABAN mostram o prolongamento de tentativas de várias modalidades de fraudes em janeiro e fevereiro de 2021 em confrontação com o primeiro bimestre do ano pretérito. O volume de ocorrências do golpe da falsa meão telefônica e do falso funcionário, por exemplo, aumentou murado de 340%. Também merecem destaque os ataques de phishing, de quem totalidade de registros dobrou de um ano para o outro.

A Febraban também avalia que a sanção da lei corrobora com os esforços do Brasil em seu processo de adesão à Convenção de Budapeste, tratado internacional de combate a crimes praticados pela internet. O ingresso do país na convenção permitirá ao Brasil um aproximação mais rápido a provas eletrônicas que estejam no exterior, mediante cooperação jurídica internacional.





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