S horizonte é programático!

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S segmento de compra programática de mídia avançou nos últimos anos nos mercados americano e europeu e entrou com mais força no solo brasílico em 2014. Como inovação que veio para permanecer, as apostas são de que essa modalidade cresça cada vez mais, ao passo que o mercado de mídia amadureça e haja o entendimento dos efeitos positivos desta forma de negociação.

De conciliação com pesquisa do IDC (International Data Corporation), o segmento deve crescer 579,7% no Brasil em 2015, movimentando muro de US$ 3,9 milhões. A previsão é de que, em 2018, esse mercado já movimente US$ 55 milhões no país. S atual quadro de perda de força dos portais e lucro de relevância das mídias independentes, por exemplo, será aprofundado com o ecossistema de mídia programática cumprindo papel relevante.

Baseada fortemente em tecnologia, a modalidade garante mais eficiência no uso da verba do anunciante, ao oferecer mecanismos de leilão e segmentação de audiência em tempo real, alguma coisa que o padrão atual não consegue entregar. A dissipação, tão grande em mídias porquê o impresso e a TV, é muito menor, além de ser facilmente detectável e controlada. Isso permite que o anunciante compre somente a audiência que lhe convier e no momento que considerar oportuno, otimizando a verba empregada.

Na outra ponta, publishers com texto de eminente nível e audiência qualificada devem aumentar...

a monetização, finalmente, ser qualificado custa custoso. Os outros veículos, que eventualmente ganham muito moeda porque o cliente não tem informação sobre a relevância de sua audiência, perderão espaço, o que é positivo para o mercado por valorizar o texto de qualidade.

Mas há desafios. Um deles é que o mercado precisará equacionar a premência de outro tipo de profissional. Não será mais o perfil publicitário, e sim analítico, porquê de engenheiro, matemático, gestor de empresa – a depender do posto. Ou seja, menos feeling e mais técnico. Uma sugestão é examinar de forma autodidata porquê funciona o mecanismo de mídia programática nos mercados da Europa e dos Estados Unidos, onde o sistema é operacionalizado de modo muito automatizado.

No Brasil, ainda em processo embrionário, muitas agências que já dispõem do sistema de mídia programática continuam atuando no padrão macróbio, com envio de emails e vendedores; e a empresa proprietária do serviço é quem opera o sistema. Dessa forma, acabamos gerando um padrão no meio do caminho entre o programático e o não-programático, que não é um pouco oriundo para o formato. Mas apesar de todas as mudanças e necessidades de ajustes que essa inovação traz ao mercado, a tendência é que a modalidade ganhe cada vez mais espaço e a instrumento seja adotada porquê ela é: um novo símbolo para as relações de compra e venda de mídia. S horizonte é programático!

Fonte:Plural