‘Nintendo ou zero’: lembre os comerciais de games na TV brasileira

Patente dia desses, entre uma partida de Overwatch e outra de FIFA, me peguei navegando no YouTube por horas, assistindo comerciais antigos de videogames brasileiros. Mais do que simplesmente “perder tempo”, foi uma jornada muito instrutiva, por dois motivos. O primeiro foi pensar que, quando a gente pensa na história dos games no Brasil, costumamos olhar para a história e a cronologia do que aconteceu nos EUA e no Japão, mas muito pouco do que rolou cá no Brasil. O segundo foi entender que alguns velhos preconceitos que muita gente têm com os joguinhos eletrônicos estão, de traje, nas próprias tentativas de vendê-los. Olha por exemplo esse mercantil do Atari de 1983: ao chegar ao Brasil, o Atari era o “inimigo da família brasileira”, com ataques extraterrestres, androides e outros diversos vilões. Não consigo resolver o que é mais extravagante nessa propaganda: o observador maluco, a música ou a teoria de juntar 10 jogos num cartucho só. Parece que só gente estranha joga videogames. Obrigado, Tectoy. Por outro lado, foi uma viagem instrutiva para perceber que, se hoje games são um mercado enorme, mas parecem ser vendidos para um público de nicho, eles já tiveram espaço no mercado “de massas”. Até videogame “pirata” tinha vez na televisão. Era o caso do Phantom System, reprodução brasileira do Nintendinho (NES) que fez muito sucesso por cá. Esse cá é o meu mercantil predilecto da lista: Pegar a maior fileira do banco para poder jogar mais no Game Boy? Uma ótima teoria – mormente se fosse apresentada pelo grande Márcio Ribeiro, que apresentava o X-Tudo. A direção ficava por conta de Fernando Meirelles — o mesmo de Rá-Tim-Bum e Cidade de Deus. E esse slogan? “É Nintendo ou zero!” Cá aquém, reuni mais alguns comerciais que você precisa ver — seja pela mania ou pela preciosidade. É alguma coisa na risco “mostre-me sua propaganda e te direi quem és”. É o caso desse pregão “futurista” do Sega Saturn, de 1995. O que é essa moça com os aneis na cabeça, meu Deus? Isso deve doer! “Ah, eu tô maluco”. Poucas expressões seriam mais anos 1990 do que isso! Opa, não: “muitos pegas” para definir o clima de competição acirrada em Mario Kart 64. Ai, Adriane. Em 1999, o Dreamcast chegava ao Brasil já na período “decadente” da distribuição dos consoles da SEGA por cá. “Ele está entre nós”, dizia o slogan da estação.   Lembrou de mais qualquer mercantil bizarro dos games nos anos 1980 e 1990? Deixe nos comentários!  

Com informações de (Manancial):Que Mario?